Economia recua 0,4% na passagem de junho para julho, estima FGV

Economia recua 0,4% na passagem de junho para julho, estima FGV

A economia brasileira recuou 0, 4% na passagem de junho para julho, segundo estimativa do Monitor do PIB , estudo mensal elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta quinta-feira (17).

Julho foi o segundo mês seguido de variação negativa. Em junho, a retração ficou em 1%.

Notícias relacionadas: BC reduz juros básicos para 13, 75% ao ano. Brasil e EUA retomam negociação após tarifaços de 25% e 12, 5%. Subsídios à gasolina e ao diesel são ampliados após alta do petróleo. A pesquisa faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, reunindo dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.

A análise passa por ajuste sazonal, isto é, são eliminados os efeitos sazonais e de calendário, de forma que seja possível comparar períodos diferentes.

Em relação com o mesmo mês de 2025, julho de 2026 apresenta alta de 1, 3%. No acumulado de 12 meses, a variação é positiva em 1, 8%. Em junho, o acumulado era 2, 2%. Cenário “desafiador”

A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, aponta queo resultado reflete “o enfraquecimento das três grandes atividades econômicas, com retração da agropecuária e estagnação da indústria e dos serviços”.

Ela classifica o cenário externo como “desafiador”, por causa da elevação das tarifas dos Estados Unidosimpostas a parte das exportações brasileiras e da alta do preço do petróleo, motivada pela guerra no Oriente Médio .

No cenário doméstico, Trece listaobstáculos como o os juros elevados e o endividamento das famílias . Desempenhos

De acordo com o estudo,o consumo das famílias, que representa mais de 60% do PIB, cresceu 0, 4% no trimestre móvel até julho . A taxa é a menor desde o trimestre móvel terminado em outubro de 2025 (0, 2%).

A FGV utiliza bases trimestrais de comparação “por apresentar menor volatilidade que as taxas mensais e aquelas ajustadas sazonalmente, permitindo melhor compreensão da trajetória”.

A chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede o investimento na economia, como compras de máquinas e equipamentos, teve expansão de 1, 4% no trimestre móvel até julho. Foi a quarta expansão seguida.

De acordo com a FGV, em valores correntes, o PIB acumulado até julho é estimado em R$ 7, 853 trilhões. Resultado oficial

O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) , divulgado na quarta-feira (16), que indicou recuo de 0, 2% em julho na comparação com junho. O BC projeta que houve expansão de 1, 5% em 12 meses.

O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No último dia 1 º, o instituto divulgou que o PIB do segundo trimestre variou 0, 5% em relação ao segundo trimestre. Em 12 meses, alta foi de 1, 9% .

O resultado do terceiro trimestre será conhecido apenas em 2 de dezembro. Expectativa

O relatório Focus da última segunda-feira (14), sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, estima que a economia brasileira vai terminar 2026 com alta de 1, 89%.

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