Os Houthis, do Iêmen, afirmaram nesta quarta-feira (16) que abateram um jato de guerra da Arábia Saudita e divulgaram fotos dos destroços da aeronave. Um vídeo também foi publicado pelo grupo rebelde que mostraria o suposto momento em que o caça é alvejado. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g 1 no WhatsApp O grupo do Iêmen afirmou que derrubou um F-15 da Força Aérea saudita que sobrevoava a cidade de Marib, no Iêmen, e realizava o que chamou de "operação hostil".
Membros do grupo terrorista posaram com os destroços do caça em fotos divulgadas em seus canais oficiais. (Veja no destaque e também mais abaixo) Uma checagem realizada pelo g 1 com diversas ferramentas de checagem de imagens constatou que as fotos compartilhadas pelos Houthis são reais.
A Arábia Saudita não havia se pronunciado sobre o assunto até a última atualização desta reportagem. A publicação das fotos pode ser interpretada como uma provocação à Arábia Saudita em meio a uma ampla escalada nos combates entre o governo saudita e os Houthis nas últimas semanas —que por sua vez foi deflagrada pela guerra do Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã.
Essa escalada inclui avanços territoriais dos Houthis pelo Iêmen e bombardeios nos territórios saudita e iemenita. O grupo terrorista também está próximo de controlar o Estreito de Bab el-Mandeb, que dá acesso ao Mar Vermelho, segundo a agência de notícias Reuters.
Leia mais abaixo. Veja abaixo mais fotos dos destroços: O porta-voz houthi Yahya Saree disse também que a Arábia Saudita realizou novos ataques aéreos contra posições do grupo no território iemenita, e que os sauditas já fizeram 450 bombardeios nesta semana. Horas depois, os Houthis afirmaram que realizaram novos bombardeios contra a Arábia Saudita, que tiveram como alvo uma refinaria de petróleo na cidade portuária de Yanbu e uma base aérea no sul do país.
Ataque a Meca A Arábia Saudita acusou nesta quarta-feira o grupo terrorista iemenita de atacar Meca, a cidade mais sagrada do islamismo, no dia anterior e disse que o incidente "cruzou a linha vermelha". Riade disse que um drone que voava em direção à cidade foi abatido e prometeu resposta.
"Este ataque covarde contra a Cidade Santa é uma repetição das práticas da milícia terrorista Houthi de atacar e violar os sentimentos sagrados e provocar os muçulmanos em todas as partes do mundo", afirmou o governo saudita em comunicado. Os Houthis negaram ter lançado um ataque contra Meca e afirmaram que "não atacam locais sagrados".
Ainda na terça, o país havia emitido um alerta de perigo à população da cidade sagrada em meio a um ataque aéreo houthi no território saudita. O alerta, no entanto, foi retirado minutos depois. Esta foi a primeira vez que acusações sobre um ataque contra Meca surgiram desde início da escalada nos combates entre a Arábia Saudita e os Houthis.
Ofensiva dos Houthis Os avanços dos Houthis nos últimos dias, incluindo a tomada de diversas cidades-chave na costa do Iêmen e a ilha de Perim, no Estreito de Bab el-Mandeb, que dá acesso ao mar Vermelho, aumentaram a pressão sobre a Arábia Saudita. O país teve suas exportações de petróleo afetadas nas últimas semanas por conta de um bloqueio marítimo houthi e por um bombardeio de drone vindo do Iraque que interrompeu a operação o oleoduto leste-oeste, o principal do país.
Riade atribuiu o ataque ao oleoduto a milícias apoiadas pelo Irã no Iraque. Na atual conjuntura, os Houthis estão próximos de controlar Bab el-Mandeb, segundo a agência de notícias Reuters. O Catar afirmou na terça que isso seria "catastrófico". Em resposta à ofensiva dos Houthis, as Forças Aéreas saudita e iemenita intensificaram os bombardeios contra alvos do grupo, inclusive nas proximidades do histórico porto de Moca, no mar Vermelho.
Mas o grupo terrorista manteve o controle efetivo de quase toda a costa oeste do país ao longo do mar Vermelho, segundo autoridades do governo iemenita reconhecido internacionalmente. Um sinal de que os combates expandidos entre Houthis e Arábia Saudita representa uma piora do panorama de segurança do Oriente Médio foi os Estados Unidos endurecerem o alerta de viagem para o país árabe, em que proibiu funcionários do governo de viajar para áreas situadas a menos de 30 km da fronteira com o Iêmen.

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