Varredura eletrônica: MJ rastreia celulares infiltrados em presídios de MS

Varredura eletrônica: MJ rastreia celulares infiltrados em presídios de MS

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) , por meio da Polícia Penal Federal (PPF) e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), deflagrou a Operação Modo Avião em unidades prisionais de Mato Grosso do Sul (MS).Somente em setembro, foram realizadas sete fases da operação no estado.

A ação, que ocorre em parceria com a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen/MS), utiliza equipamentos de revista eletrônica para identificar sinais de radiocomunicação e localizar dispositivos eletrônicos usados de forma ilícita dentro dos presídios.

O equipamento empregado nas varreduras permite detectar sinais de comunicação e identificar dados técnicos dos aparelhos, como o IMSI, código numérico armazenado no chip telefônico, e o IMEI, código usado para identificar o aparelho celular. Leia também Mirelle Pinheiro Condenado, traficante do CV é preso escondido em casa de parentes Mirelle Pinheiro PF: preso com R$ 1 milhão em malas é “laranja” de chefe de Docas do PA Mirelle Pinheiro MP investiga agente e vigilante por permitir entrada de celulares em prisão Mirelle Pinheiro Dados vazados: PF apura como suspeitos de rachadinha souberam de operação

As informações obtidas nas ações são utilizadas para elaborar diagnósticos técnicos das unidades prisionais e orientar medidas de segurança, com o objetivo de interromper comunicações consideradas ilícitas no ambiente carcerário.

Após a detecção dos sinais, a Operação Mute atua na localização e retirada dos aparelhos identificados durante as varreduras.

Segundo o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, o uso de tecnologia e inteligência permite identificar vulnerabilidades e direcionar as equipes responsáveis pelas revistas e demais procedimentos de controle nas unidades.

“A Operação Modo Avião é mais uma ferramenta que temos para ampliar nossa capacidade de identificar vulnerabilidades e agir de forma preventiva. O trabalho de inteligência permite direcionar as equipes e fortalecer as revistas e demais procedimentos de controle dentro das unidades”, pontuou. 2 imagens Fechar modal. 1 de 2

Operação usa equipamento capaz de identificar sinais e dados de celulares dentro das unidades prisionais Divulgação/MJSP 2 de 2

Após a detecção dos sinais, a Operação Mute atua na localização e retirada dos aparelhos identificados durante as varreduras Divulgação/MJSP Operação nacional

As ações fazem parte de uma estratégia nacional voltada ao reforço da segurança de 138 unidades prisionais consideradas estratégicas. Desde maio de 2026, quando a iniciativa começou, foram realizadas 156 operações em 13 unidades da Federação.

A ampliação das ações ocorre com a disponibilização de equipamentos especializados para identificar e localizar dispositivos eletrônicos utilizados em comunicações ilícitas dentro dos estabelecimentos prisionais.

A escolha das unidades é feita com base em critérios técnicos, como grau de vulnerabilidade e relevância estratégica dos custodiados.

Segundo o diretor de Inteligência Penal da Senappen, Glautter Morais, a intenção é ampliar as operações para todo o país. “O nosso objetivo é levar as operações para todo o país, fortalecendo a presença do Estado e interrompendo, de forma definitiva, a cadeia criminosa que tenta atuar a partir do ambiente prisional”, destacou.

Operações complementares

As operações Modo Avião e Mute atuam de forma complementar. Enquanto a primeira é voltada à detecção e neutralização de sinais de radiocomunicação, a segunda realiza revistas e ações de inteligência para localizar e apreender celulares e outros materiais ilícitos.

A estratégia busca interromper comunicações consideradas criminosas a partir das unidades prisionais e reforçar o controle do sistema penitenciário. Unidades estratégicas

Das 138 unidades prisionais consideradas estratégicas em todo o país, 45 estão na Região Nordeste. O Sudeste concentra 38, seguido pelo Norte, com 23; Sul, com 17; e Centro-Oeste, com 15.

Segundo a Senappen, os estabelecimentos foram selecionados a partir de análises técnicas e critérios de inteligência penal, levando em consideração a relevância das unidades para o reforço da segurança penitenciária e o enfrentamento ao crime organizado.

As unidades prisionais de Mato Grosso do Sul que receberam as operações integram o programa Brasil Contra o Crime Organizado, no âmbito do Padrão Segurança Máxima coordenado pela Senappen.

Leia a matéria completa em metropoles.com

Recomendadas

Finanças

Varredura eletrônica: MJ rastreia celulares infiltrados em presídios de MS

Filmes

Noiva lê diário escrito com 15 anos e emociona web: "Beijo tão sonhado”

Finanças

CVM instaura quatro processos contra o BRB por atraso em apresentar balanço