O governo Trump começou enviar drones avançados de ataque para a América do Sul para dar apoio a operações militares contra cartéis de drogas, revelou nesta sexta-feira (18) a TV CNN Internacional. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g 1 no WhatsApp Os drones enviados são do modelo MQ-9 Reaper, que têm dupla função de ataque e vigilância, e estariam sendo movidos da África para o Comando Sul do Exército norte-americano (Southcom, responsável pela América do Sul), segundo seis fontes de Washington ouvidas pelo veículo.
O MQ-9 Reaper é um drone militar de média altitude e de longa resistência e estão entre os projéteis mais avançados do arsenal do Exército dos EUA. Eles são especializados em missões combinadas de vigilância e ataque —inclusive têm sido utilizados durante a guerra contra o Irã.
Veja mais sobre o drone no infográfico abaixo. Ainda não se sabia com certeza, até a última atualização desta reportagem, quantos drones MQ-9 estariam sendo enviados pelos EUA para a América do Sul. No entanto, segundo a CNN Internacional, "a maioria" desses drones que estavam atuando na África serão transferidos para a América do Sul.
A movimentação visa complementar os planos de dominação do Hemisfério Ocidental que o presidente dos EUA, Donald Trump, traçou para seu 2 º mandato na Casa Branca e ocorre após o país ter anunciado que planeja campanha militar terrestre, junto com nações sul-americanas aliadas, contra cartéis de drogas.
No ano passado, o Exército dos EUA já haviam deslocado para o Caribe uma combinação de equipamentos militares, que incluem drones MQ-9, caças F-35 e pelo menos uma aeronave de ataque AC-130, para preparar o terreno para as operações contra os cartéis de drogas.
À época, essa movimentação ocorreu para viabilizar os bombardeios a embarcações acusadas de traficar drogas e também em meio à campanha de pressão que realizava contra o regime venezuelano de Nicolás Maduro. Também nesta semana, o Departamento de Estado norte-americano afirmou que vai redirecionar US$ 52 milhões (cerca de R$ 267, 3 milhões) em ajuda militar para países alinhados a Trump na América Latina: Panamá, Peru, Equador e Colômbia.

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