Suprema Corte dos EUA libera checagem de cidadania de eleitores

Suprema Corte dos EUA libera checagem de cidadania de eleitores

A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou nesta sexta-feira (25/9)a retomada de uma versão ampliada do sistema federal usado para verificar a cidadania de pessoas registradas para votar .

A decisão permite que autoridades estaduais voltem a cruzar listas de eleitores com dados federais, incluindo números do Seguro Social, para identificar possíveis não cidadãos nos cadastros eleitorais.

A medida atende a um pedido do Departamento de Justiça para suspender, enquanto o processo continua, uma decisão de uma juíza federal que havia bloqueado o uso da versão modificada do banco de dados. O caso envolve o SAVE (Systematic Alien Verification for Entitlements), administrado pelo Departamento de Segurança Interna (DHS).

A autorização ocorre pouco mais de um mês antes das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro, quando estarão em disputa as cadeiras do Congresso americano . O governo de Donald Trump tem defendido a ampliação da participação federal na checagem dos cadastros eleitorais, embora a organização e a condução das eleições sejam responsabilidades principalmente dos estados. 3 imagens Fechar modal. 1 de 3

Burro (símbolo democrata) e elefante (símbolo republicano) Gui Primola/Metrópoles 2 de 3

John Moore/Getty Images 3 de 3

cidadãos votaram para as eleições presidenciais dos EUA de 2024 em Maryland Celal Gunes/Anadolu via Getty Images Como funciona o sistema O SAVE foi criado para que autoridades verificassem a cidadania e o status migratório de pessoas que solicitam benefícios ou passam por determinados procedimentos governamentais. Em 2025, o governo Trump modificou o funcionamento do sistema. A atualização incorporou dados da Administração da Seguridade Social (SSA),passou a permitir consultas em grande escala e possibilitou buscas a partir do número do Seguro Social. Segundo o governo, as mudanças tornaram possível atender a pedidos estaduais de verificação de cidadania de forma mais abrangente. A administração Trump passou a incentivar o uso da ferramenta para comparar registros eleitorais estaduais com bases federais. O objetivo declarado é encontrar pessoas que não são cidadãs americanas e que estejam registradas para votar. Leia também Mundo Trump prevê fim da guerra com Irã após eleições de meio de mandato nos EUA Mundo Secretário de Trump diz que ICE poderá atuar em locais de votação nos EUA

Antes da decisão desta sexta-feira, o uso da versão modificada do SAVE já estava autorizado em quatro estados por causa de outro processo judicial: Flórida, Iowa, Indiana e Ohio.

Os estados haviam cruzado ou planejavam cruzar seus cadastros eleitorais com informações disponíveis no banco federal.Em alguns casos, eleitores apontados como possíveis não cidadãos tiveram seus registros submetidos a revisão ou cancelamento.

A nova decisão da Suprema Corte amplia a possibilidade de utilização do sistema enquanto a disputa judicial sobre sua legalidade continua.

A decisão desta sexta-feira não encerra a disputa sobre a legalidade definitiva do sistema. Ela permite que a administração Trump utilize a ferramenta enquanto o processo continua nos tribunais.

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