Após a quinta e última sessão de discussão, prevista para esta quarta-feira (14), o Senado deve votar, em primeiro e segundo turnos, a proposta que acaba com a escala 6 x 1 e prevê dois dias de folga remunerados por semana. Para viabilizar a votação em dois turnos no mesmo dia, governistas vão trabalhar pela aprovação de um requerimento que acelera a tramitação do texto.
Isso porque o regimento prevê um intervalo de cinco dias úteis e a realização de outras três sessões de discussão. Os parlamentares, no entanto, podem apresentar um requerimento para dispensar esse intervalo ou reduzir o prazo. Governistas e parlamentares da oposição dizem que há votos suficientes para aprovar a mudança na escala de trabalho no Brasil.
A ideia que circula no Senado é promulgar a PEC até quinta-feira (22), dias antes do segundo turno das eleições. O fim da escala 6 x 1 nas campanhas A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considera o tema prioritário. Crítico da PEC, o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) passou a declarar voto favorável ao texto.
A primeira sessão de discussão da PEC ocorreu no dia 6 de outubro, dois dias depois do primeiro turno das eleições. A sessão teve presença da maioria de senadores que apoiam o presidente Lula. E os discursos foram somente a favor da aprovação da medida. A maioria dos senadores do PL não participou da reunião do Senado sobre o tema.
Senadores aliados de Flávio Bolsonaro tentaram esvaziar a discussão. O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL-RN), chegou a dizer que não fazia bem ao país "votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado”.
Marinho é autor de um texto que prevê a possibilidade de redução da jornada, com redução proporcional do salário. O que muda com a aprovação do texto A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, em 2 de setembro. A PEC do fim da jornada 6 x 1 altera a Constituição para diminuir as horas de trabalho semanais de 44 para 40 horas.
Também estabelece que é necessário garantir dois dias de folga remunerada, um deles preferencialmente aos domingos. Se aprovada, a PEC deve seguir a seguinte cronologia: em dois meses, redução da jornada semanal para 42 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado; em um ano após esses dois meses, redução da jornada semanal para 40 horas.
A mudança não será aplicada para trabalhadores com ensino superior que ganhem por mês mais de 2, 5 vezes o teto do INSS, ou seja, quem ganhe mais de R$ 21. 188 por mês.

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