Quadrilha que vendia dados sigilosos na internet é alvo de operação da PCDF

Quadrilha que vendia dados sigilosos na internet é alvo de operação da PCDF

Policiais civis da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos ( DRCC ) deflagraram, nesta quinta-feira (24/9), a Operação Perseu 7 contra uma quadrilha responsável por uma plataforma clandestina de consulta de dados pessoais, conhecida como Mind-7. Segundo a investigação, o grupo vendia dados sigilosos de vítimas na internet.

Mais de 80 policiais civis cumprem 13 mandados de prisão temporária e mandados de busca e apreensão em seis estados: São Paulo, Minas Gerais, Piauí, Paraná, Espírito Santo e Pernambuco.

A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens,valores e criptoativos de até R$ 7 milhões . A medida inclui imóveis, veículos de alto padrão e uma embarcação. Também foi determinada a retirada da plataforma do ar.

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Prisão durante a Operação Perseu 7 Reprodução / PCDF 2 de 3

Operação Perseu 7 Reprodução / PCDF 3 de 3

Quadrilha vendia dados de vítimas na Internet Reprodução / PCDF Leia também Na Mira PCBA mira empresários que vendiam drogas de luxo a médicos e advogados Na Mira Isabelle Caracristi: rooftop de onde estudante caiu não tinha câmeras Na Mira Caso Isabelle Caracristi: estudante mandou mensagem a primo antes de morrer

A Mind-7 cobrava uma mensalidade e permitia consultar, a partir de um CPF ou CNPJ, informações como nome, filiação, endereço, documentos, vínculos e até processos judiciais de qualquer cidadão.

Segundo a investigação, as bases reuniam centenas de milhões de registros obtidos por meio de vazamentos e da exploração de vulnerabilidades em sistemas de órgãos públicos, conselhos profissionais e operadoras de telefonia.

A plataforma era utilizada por criminosos para obter informações que poderiam ser empregadas em fraudes.Um dos golpes identificados pela investigação envolvia falsos advogados . De posse de dados reais dos processos das vítimas, os criminosos se passavam por seus defensores para solicitar pagamentos. Como a quadrilha se organizava

As investigações identificaram 13 integrantes, com divisão de tarefas dentro da organização. O grupo contava com um núcleo de liderança e gestão financeira, desenvolvedores, fornecedores de bancos de dados, operadores de fraudes e de contas de laranjas, além de responsáveis por anúncios e vendas.

Entre março de 2021 e março de 2026, a organização teria movimentado mais de R$ 7 milhões, sendo mais de R$ 4 milhões somente em 2025, segundo a investigação.

Ainda de acordo com a apuração, os lucros eram ocultados por meio de empresa de fachada, contas-bolsão e movimentações trianguladas de criptoativos entre integrantes da organização. O grupo também estaria finalizando uma segunda plataforma com funcionamento semelhante.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, receptação qualificada, invasão de dispositivo informático e estelionato. Somadas, as penas máximas previstas para os crimes ultrapassam 36 anos de reclusão.

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