O ministro do Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ) André Mendonça determinou a exclusão de um vídeo feito com Inteligência Artificial (IA) que ligava o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) ao dono do Banco Master , Daniel Vorcaro. O conteúdo foi publicado nas redes sociais e mostrava Flávio dançando diante de fachada identificada com a marca “Banco Master”, em meio a cédulas de dinheiro.
Na sequência, a imagem do candidato era retratada sendo contida e algemada por agentes fardados da Polícia Federal, em encenação de prisão em flagrante. A decisão é liminar e foi assinada em 9 de setembro. O vídeo já não está mais no ar. Leia também Brasil Mendonça e Moraes: veja próximos passos do STF após pedido de vista de Dino Brasil Lula critica Mendonça por estar “só soltando aquilo que interessava a ele”
Ao analisar o caso, Mendonça afirmou que a peça reproduzia as fisionomias de Flávio “com aparência fotorrealista e as insere em cenário visualmente plausível, mantendo características próprias de registro audiovisual real”. 2 imagens Fechar modal. 1 de 2
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Pedro Moro/Metrópoles
“A própria sequência em que o representante é contido e algemado por agentes fardados da Polícia Federal é construída sob forma visual capaz de conferir aparência documental a acontecimento inexistente. […]O resultado apresenta grau de verossimilhança suficiente para que, no curso ordinário da visualização, o eleitor médio possa apreendê-lo como documentação autêntica do acontecimento representado “, completou Mendonça.
O ministro do TSE frisou que a permanência da postagem “permitia a continuidade de sua difusão e replicação, ampliando os efeitos da irregularidade durante o processo eleitoral”. “Tratando-se, ademais, de conteúdo sintético dotado de aptidão para ser percebido como registro autêntico, a continuidade da circulação potencializa o risco de incorporação da falsa representação ao debate eleitoral antes mesmo de seu esclarecimento”, acrescentou.
Após determinar a exclusão do conteúdo, o ministro intimou o dono do perfil responsável pela publicação. Até o momento, não há nova decisão sobre o assunto.

