Líquido pré-ejaculatório: urologista esclarece dúvidas e faz alertas

Líquido pré-ejaculatório: urologista esclarece dúvidas e faz alertas

Mesmo quando não estão em momentos sexuais,alguns homens se queixam de ficar com a cueca molhada . Isso acontece devido ao chamado líquido pré-ejaculatório , que pode ser liberado tanto durante a excitação quanto segundos antes da ejaculação. As principais dúvidas, porém,surgem justamente quando homens não sabem que sua presença é completamente normal mesmo fora das relações. Leia também Pouca vergonha Ejaculação retrógrada: médico revela o que faz o sêmen ir para a bexiga Pouca vergonha Gaiola peniana: os riscos do sex toy que promete retardar a ejaculação Pouca vergonha Ejaculação frequente melhora qualidade do esperma e aumenta chance de gravidez Pouca vergonha Sim, é possível gozar sem ter uma ejaculação. Conheça o orgasmo seco

AoMetrópoles , o médico urologista Pedro Bastos explica queas variações de quantidade também são naturais.

“A quantidade de líquido pré-ejaculatório varia muito entre os homens e até entre diferentes relações no mesmo indivíduo. Alguns produzem uma quantidade facilmente perceptível, enquanto em outros ela é mínima ou aparentemente inexistente”, afirma. 5 imagens Fechar modal. 1 de 5

O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) PeopleImages/Getty Images 2 de 5

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No sexo, a liberdade permite testar novas posições e descobrir novas formas de prazer South_agency/Getty Images Outras dúvidas

Outro receio associado ao líquido é se ele é capaz de carregar espermatozoides e acarretar em gravidez.

O especialista destaca que, embora não contenha as células reprodutivas originalmente, pode entrar em contato com resíduos que estejam na uretra. “Por isso, mesmo que não tenha ocorrido uma ejaculação, existe uma possibilidade de exposição a espermatozoides”, chama atenção.

Assim, o ideal é não considerá-lo inofensivo em termos de contracepção . Segundo ele, não há a mesma chance que em casos de ejaculação no canal vaginal, porém, ainda é preciso agir com prevenção — o que inclui não confiar em coito interrompido. É essencial não negligenciar o uso de preservativo

“Relações sexuais sem preservativo podem transmitir ISTs mesmo que não ocorra ejaculação. Além disso, algumas infecções podem ser transmitidas pelo contato direto com a pele ou com lesões de regiões que nem sempre são totalmente cobertas pelo preservativo”, alerta sobre a preocupação com o contato sem preservativo e risco de infecções.

Fique atento

Por último, Bastos ressalta que alguns sinais que merecem atenção, comosecreção amarelada ou esverdeada, aspecto purulento, mau cheiro e presença de sangue.

“Uma mudança súbita e persistente em relação ao padrão habitual do líquido também deve ser investigada. Podemos estar diante de uretrites, ISTs, prostatites ou outras alterações urológicas”, encerra.

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