A Arábia Saudita afirma ter interceptado um drone houthi ao sul de Meca na terça-feira (15/9). A interceptação aconteceu antes que o drone entrasse no espaço aéreo proibido da cidade sagrada.
A cidade de Meca é considerada sagrada pelo islã e todos os muçulmanos precisam visitar o local pelo menos uma vez na vida.
“Isso só pode ser descrito como um ato vergonhoso, uma tentativa de atingir o local de nascimento da revelação, a terra da mensagem e o destino que atrai os corações de milhões de muçulmanos de todo o mundo”, disse Turki al-Maliki, porta-voz das Forças da Coalizão lideradas pela Arábia Saudita, em um comunicado.
Os Houthis negaram o ataque. “As alegações sobre ataques a Meca são uma mentira antiga que já foi usada antes e não engana mais ninguém”, disse o porta-voz Hazem al-Assad. Leia também Mundo Petróleo volta a passar de US$ 100 com elevação de tensão no Oriente Médio Esportes Guerra no Oriente Médio faz F 1 criar plano de contingência para 2027 Mundo Quase 100 mil pessoas fogem de suas casas no Iêmen em meio a conflito
A Organização da Cooperação Islâmica (OCI) condenou os ataques. “A Secretaria-Geral afirma que os atos cometidos pela milícia terrorista Houthi contra locais sagrados, mesquitas e infraestruturas civis constituem terrorismo que vai contra os valores islâmicos e contra as normas, princípios e leis internacionais”, afirmou.
Os Houthis, apoiados pelo Irã, têm avançado na costa do Iêmen com o Mar Vermelho . O grupo islâmico armado controla partes do Iêmen desde 2014, após a guerra civil. Desde então, a Arábia Saudita é um dos maiores aliados do governo do Iêmen e lidera uma aliança contra o grupo.
Nas últimas semanas, os Houthis avançaram e tomaram novas regiões do Iêmen, como a Ilha de Perim, na busca de controlar a navegação no Estreito de Bab el-Mandeb, rota comercial e ponto de estrangulamento marítimo, que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden.

