Veja “Mãe Loira do Funk” chegando à Polinter após ser presa por tortura

Veja “Mãe Loira do Funk” chegando à Polinter após ser presa por tortura

Um vídeo obtido pela coluna mostra o momento em que a ex-vereadora do Rio de Janeiro (RJ) Verônica Costa (PL), conhecida como Mãe Loira do Funk , chega à Divisão de Capturas (Polinter), na Cidade da Polícia.Ela foi presa na noite dessa quinta-feira (24/9) para cumprir pena de 10 anos e 8 meses de prisão por torturar o ex-marido, Márcio Costa .

Na quarta (23), a Polícia Civil havia procurado Verônica em sua casa, na Barra da Tijuca, mas não a encontrou. Nessa quinta (24), ela foi localizada no Vale das Videiras, na região de Araras, em Petrópolis. Leia também Mirelle Pinheiro Ex-vereadora “Mãe Loira do Funk” é presa por torturar marido por 20 horas Mirelle Pinheiro Crime eleitoral: PF recebe denúncia anônima e prende homem com R$ 1 milhão Mirelle Pinheiro Homem mata companheira, simula incêndio e acaba preso no Rio Mirelle Pinheiro PF prende trio com material para produzir R$ 2, 4 milhões em notas falsas

Além de Verônica, outras três pessoas condenadas no mesmo processo foram presas pela Polícia Civil: Bruno Chaves Ribeiro, irmão da ex-vereadora; Tatiane Chaves Ribeiro Marques, irmã dela; e Bruno Marcelo Bahia Marques, marido de Tatiane. Entenda

O caso que levou à condenação aconteceu há 15 anos. Em fevereiro de 2011, Márcio Costa procurou a polícia e relatou ter sido submetido a uma série de agressões dentro de casa.

Segundo o relato feito pelo homem à época, ele foi amarrado e amordaçado na cama e permaneceu sob tortura durante cerca de 20 horas. Ele contou ainda que teve inseticida jogado no rosto e gasolina derramada sobre o corpo enquanto era ameaçado de ser queimado vivo.

Verônica sempre negou ter torturado o então marido. Em depoimento em 2011, afirmou que Márcio chegou à residência machucado, nervoso e gritando. Ela também o acusou de usar drogas, ameaçá-la e levar computadores, câmeras, filmadoras e dinheiro da casa.

A primeira condenação de Verônica veio em 2019. Inicialmente, a pena foi estabelecida em 5 anos e 10 meses de prisão.

O Ministério Público do Rio de Janeiro recorreu e, em 2023, a 2 ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio aumentou a pena para 10 anos e 8 meses. Os desembargadores determinaram ainda que o cumprimento começasse em regime fechado e mantiveram a perda do mandato de vereadora determinada na primeira instância.

O mesmo julgamento aumentou as penas de outros quatro condenados. Bruno Chaves Ribeiro recebeu 10 anos e 8 meses. Tatiane Chaves Ribeiro, Bruno Marcelo Bahia Marques e Sebastião de Oliveira Evangelista, padrasto de Verônica, foram condenados a 10 anos de prisão, também em regime inicialmente fechado.

Os recursos apresentados posteriormente chegaram aos tribunais superiores, mas não alteraram a condenação. Em processo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), por exemplo, a Sexta Turma rejeitou, em 2024, um recurso apresentado pela defesa de Verônica.

Quando a pena foi aumentada em 2023, a defesa da ex-vereadora contestou a decisão e afirmou que a acusação se sustentava na versão de Márcio e que havia elementos técnicos favoráveis a Verônica.

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