Belo Horizonte — Candidatos do Novo têm defendido apoio a Flávio Bolsonaro (PL) já no primeiro turno da disputa pela Presidência, apesar de o partido ter Romeu Zema (Novo) como candidato ao Palácio do Planalto. Os movimentos, no entanto, ocorrem de formas distintas: enquanto Marina Helena (Novo-SP) afirma ter recebido aval de Zema, Marco Antônio Superman (Novo-MG) vive um conflito com a direção mineira da legenda.
Candidata a deputada federal por São Paulo, Marina Helena anunciou nas redes sociais que decidiu apoiar Flávio no primeiro turno. Segundo ela, Zema foi comunicado antes de a decisão se tornar pública e “liberou” a escolha.
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“Antes de anunciar a decisão por aqui, conversei longamente com o governador Romeu Zema, pessoa que respeito e admiro. Ele entendeu e me liberou para esta escolha” , escreveu a candidata nas redes.
Marina justificou a decisão pela intenção de impedir um novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No vídeo, ela também fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e disse temer novas indicações à Corte em um eventual novo governo do petista.
“Por isso, nós precisamos decidir essa eleição já no primeiro turno”, declarou.
Superman pede apoio de Zema a Flávio
Em Minas Gerais, o candidato do Novo ao Senado Marco Antônio Superman também defende Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Diferentemente de Marina, no entanto, ele vive uma crise com a direção estadual da própria legenda.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Superman afirmou ter “autonomia e independência” dentro do Novo para apoiar quem considerar adequado e fez um apelo para que Zema também apoie Flávio.
“Queria falar para o Zema que essa é a hora de estar com o Flávio Bolsonaro, para ele ganhar no primeiro turno. Se ele [Zema] escolher apoiar o Flávio, não tem a menor chance de o Lula ganhar”, afirmou.
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Superman é apoiado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e tem se aproximado de nomes de outras legendas durante a campanha. Além de Flávio, declarou apoio a Cleitinho Azevedo (Republicanos) na disputa pelo governo de Minas, apesar de estar oficialmente vinculado à chapa de Mateus Simões (PSD).
A movimentação ocorre em meio ao desgaste entre Superman e a direção mineira do Novo. Nesta semana, o candidato acusou dirigentes do próprio partido de tentarem inviabilizar sua candidatura ao Senado . Segundo ele, um de seus suplentes teria sido procurado para renunciar à chapa.
“Eu fui ameaçado essa semana. E não foi pela esquerda” , afirmou.
A crise já vinha se tornando pública. O presidente do Novo em Minas, Christopher Laguna, criticou os apoios dados por Superman a políticos de outras siglas. Segundo Laguna, a candidatura ao Senado havia sido viabilizada dentro de um arranjo que incluía apoio aos nomes do grupo político da legenda e aos candidatos proporcionais do Novo.
Superman afirmou que não pretende recuar e atribuiu o crescimento de sua candidatura, entre outros fatores, ao apoio recebido de Nikolas Ferreira.
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