Tiro que matou Larissa atravessou crânio de trás para frente, diz laudo

Tiro que matou Larissa atravessou crânio de trás para frente, diz laudo

O laudo necroscópico de Larissa da Cruz Morata , de 29 anos, confirmou que a técnica em radiologia morreu em consequência de traumatismo craniano provocado por disparo de arma de fogo.

O documento — cujo teor foi confirmado à coluna por fontes que acompanham o caso — detalha ainda a trajetória do único projétil que atingiu a vítima. Segundo o documento, a bala entrou pela lateral esquerda da cabeça e saiu pela lateral direita, em uma região um pouco mais alta do crânio.

Ainda segundo o exame, o trajeto ocorreu “de trás para frente e da esquerda para direita”. O projétil não foi localizado após deixar o corpo. O laudo registra que Larissa foi atingida por um único disparo.

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A técnica em radiologia deixa um filho de 2 anos Arquivo Pessoal 2 de 11

Ela passava por turbulência no relacionamento com o companheiro, um soldado da PM Arquivo Pessoal 3 de 11

Larissa foi morta com tiro em banheiro de casa Arquivo Pessoal 4 de 11

Larissa treinou tiro semanas antes de morrer Arquivo Pessoal 5 de 11

Larissa enviou mensagens mencionando o consumo de remédios controlados Arquivo Pessoal 6 de 11

Técnica em radiologia trocava mensagens com cunhada Reprodução/WhatsApp e Arquivo Pessoal 7 de 11

Ela admitiu ter tomado ao menos dez sedativos para dormir Reprodução/WhatsApp 8 de 11

Cunhada se preocupa com Larissa Reprodução/WhatsApp 9 de 11

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Reprodução/Arquivo Pessoal

Marcas pelo corpo

A necropsia também identificou manchas roxas múltiplas na mão, no dorso do pé, no joelho e na perna. Outro achado descrito foi a presença de muitos fios de cabelo soltos aderidos à calça, sem manchas de sangue.

Os peritos responderam ainda negativamente ao quesito sobre eventual emprego de meio cruel, como asfixia, tortura, veneno ou fogo.

Larissa foi encontrada morta no banheiro da casa onde vivia com o marido, o soldado Vinícius Costa Silva, em Embu das Artes, no domingo (6/9).

A arma funcional do PM estava sob o corpo. Vinícius foi preso no dia seguinte, durante o velório, e permanece no Presídio Militar Romão Gomes . A Polícia Civil apura se houve suicídio ou intervenção de outra pessoa. O laudo toxicológico ainda não ficou pronto. Leia também Alfredo Henrique Antes de morrer com tiro, Larissa disse ter tomado 10 sedativos para dormir Alfredo Henrique Vídeo mostra Larissa atirando com o mesmo revólver que a teria matado Alfredo Henrique Cunhada diz que se fechou com filho de Larissa em quarto após tiro e morte São Paulo Caso Larissa: áudios atribuídos à esposa de PM expõem crise na relação O que diz a defesa do PM

O advogado Roberto Montanari, que representa o soldado Vinícius, afirmou à coluna que não teve acesso ao laudo e, por causa disso, não poderia comentá-lo.

Ele acrescentou ainda aguardar a conclusão da perícia residuográfica, na opinião dele, o exame “mais importante” para a investigação.

Com o resultado dessa análise, explicou, será esclarecido se há resíduo de pólvora na mão de Larissa e de Vinícius. “O resultado desse exame é crucial para o andamento do processo”, reforçou.

Até o momento, a Polícia Civil trata o caso como morte suspeita, trabalhando para esclarecer a circunstância em que ocorreu, além sobre a autoria do tiro fatal.

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