Após atacar publicamente os atuais senadores de São Paulo , o governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) voltou a classificar o parlamentar e astronauta Marcos Pontes (PL) como um aliado dele no Congresso Nacional . A fala aconteceu nesta quarta-feira (23/9), durante uma live ao lado do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), dos candidatos ao senado Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), além do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Marcos Pontes foi eleito senador em 2022 e foi colega de Ministério de Tarcísio, em Brasília, durante o governo Jair Bolsonaro (PL). O governador de São Paulo defendeu um alinhamento ideológico entre as esferas do poder caso Flávio seja eleito.
“Imagina eu poder pegar o telefone e ligar para um senador para nos ajudar com uma operação de crédito, ter um aval da Comissão de Assuntos Econômicos. E aí vamos ter dois senadores, que eu vou juntar com Marcos Pontes, vamos ter três senadores de São Paulo de fato alinhados conosco”, disse Tarcísio. “É fundamental que a gente tenha um Senado que a gente possa ter essa liberdade [de dialogar]”. Leia também São Paulo Atlas: Haddad cresce, mas pesquisa indica vitória de Tarcísio no 1 º turno Alfredo Henrique Gestão Tarcísio não explica passagens de até R$ 63 mil do nº 2 da Segurança São Paulo Tarcísio falta, Haddad vai: debates ainda impactam busca por votos? Igor Gadelha Haddad usa ausência de Tarcísio em debate em nova propaganda eleitoral
Além de Pontes, os outros senadores paulistas no Congresso Federal são: Mara Gabrilli (PSD) e Giordano (Podemos). O astronauta deve permanecer na Casa Legislativa no próximo ano. Além de Tarcísio, os outros dois parlamentares se tornaram alvo de ataques pelo candidato ao senado André do Prado (PL).
O governador de São Paulo pediu votos aos dois candidatos da chapa dele, defendendo o papel do legislativo na fiscalização de abusos de outros poderes e afirmou, sem citar nomes diretamente, que as candidatas Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) não têm compromisso com o estado.
Já Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, destacou que o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se tornou uma demanda dos eleitores . “Hoje todo mundo enxerga diferente e viu que [o ministro] Alexandre de Moraes foi longe demais. Hoje, quando você vai na rua, as pessoas querem saber dos candidatos que estão com a gente se são a favor ou contra impeachment de ministro de Supremo. Descumpriu a lei, a lei tem que valer para todo mundo”, disse.

