O ex-síndico acusado de matar uma corretora em Caldas Novas (GO), Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos , foi indiciado por suspeita de desviar cerca de R$ 106 mil do prédio que ele presidia para benefício próprio.Cleber já se encontrava preso desde 28 de janeiro deste ano por ser apontado como o assassino da corretora Daiane Alves Souza .
O filho de Cleber Rosa, Maicon Douglas também foi indiciado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) por emprestar a sua conta bancária para receber os recursos desviados e fazer repasse ilegal para o advogado do pai. Maicon também chegou a ser preso por possível envolvimento na morte de Daiane, mas a participação dele foi descartada.
Com a prisão e afastamento de Cleber da função de síndico, um novo administrador assumiu a gestão e identificou inconsistências financeiras nas contas do condomínio. Entre os achados, destacou-se uma transferência via Pix no valor de R$ 18 mil realizada no dia 18 de janeiro da associação para a conta de Maicon Douglas, filho de Cleber . Leia também Brasil GO: síndico que matou corretora em emboscada pode ir a júri popular Brasil Síndico atacou corretora “sorrateiramente”, diz MP em denúncia Brasil Caso Daiane: síndico vira réu e Justiça decreta prisão preventiva Mirelle Pinheiro Síndico que matou corretora usou dinheiro de condomínio para pagar advogado
A partir da extração de dados do celular de Kléber apreendido no dia da sua prisão, a polícia mapeou a dinâmica do esquema.Na véspera, Kléber negociou via WhatsApp com um advogado criminalista, que lhe enviou contrato, procuração e uma chave PIX para o pagamento de honorários . Minutos após o dinheiro cair na conta de Michael Douglas, o montante foi repassado integralmente para o escritório do advogado criminalista . Dias depois, a defesa assumiu formalmente a representação de Cléber no caso do homicídio.
O delegado responsável pelo caso, Thiago Fraga Ferrão falou sobre as provas encontradas para indiciar pai e filho pelos crimes. “No dia 17, já quase 18, próximo à meia-noite de janeiro, o Kléber conversa por WhatsApp com um advogado. Esse advogado criminalista envia para ele um contrato, uma procuração e uma chave Pix para o recebimento, em tese, dos valores dos honorários advocatícios. Então ficou evidente que o recurso financeiro da administração foi utilizado pelo Cleber em seu benefício pessoal para pagar o seu próprio advogado criminalista”, explicou.
Além dos honorários advocatícios, a investigação revelou que o ex-presidente utilizava os recursos da associação para custear uma série de despesas particulares, incluindo: Abastecimento de veículos Manutenção veicular Pagamento de IPVA Planos de telefonia celular Taxas cartorárias e escrituras de imóveis
O delegado Thiago Fraga explicou que Cleber Rosa responderá seis vezes pelo crime de apropriação indébita, enquanto o filho Maicon Douglas responderá uma vez .
“Por esse desvio do dinheiro, ele foi indiciado seis vezes pelo crime de apropriação indébita majorada, majorada por ele ter tido acesso a esses recursos justamente em função do ofício que exercia de administrador da associação… O Michael Douglas foi indiciado por uma única vez, tendo em vista que sua participação foi unicamente nesse desvio para o pagamento do advogado, uma vez que ele cedeu sua conta como conta de passagem intermediária entre a associação e o advogado”, relatou o delegado.
Emboscada contra corretora O crime aconteceu em 17 de dezembro de 2025, em Caldas Novas (GO), quando Daiane desapareceu após descer ao subsolo do condomínio onde morava e trabalhava. Conforme as investigações, segundo o processo, a corretora foi atraída para uma emboscada, ao ter energia de seu apartamento cortada propositalmente para que ela fosse ao encontro do agressor. A motivação, conforme o inquérito policial, foi uma desavença profissional. Daiane havia assumido a gestão de diversos apartamentos que antes eram administrados pelo síndico, o que gerou uma disputa comercial no setor imobiliário local. Ela foi assassinada com disparos de uma pistola calibre . 380, em uma região de mata, às margens da GO-213, onde o corpo foi ocultado por cerca de 40 dias. O síndico confessou o crime no dia 28 de janeiro. O outro lado
A defesa de Cleber Rosa não foi encontrada para se manifestar sobre. O canal para pronunciamento segue aberto.

