Belo Horizonte – O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição Mateus Simões (PSD) acredita que Cleitinho Azevedo (Republicanos), líder das pesquisas eleitorais no estado, “não está pronto” para assumir o Palácio Tiradentes . Segundo Simões, uma eventual administração do senador colocaria Minas em risco.
“Cleitinho não está pronto para o desafio. Eu falei isso para ele mais de uma vez. Cleitinho não tem nenhuma experiência administrativa”, afirmou Simões em entrevista exclusiva aoMetrópoles concedida em Belo Horizonte. 5 imagens Fechar modal. 1 de 5
Mateus Simões (PSD), governador de Minas e candidato à reeleição Raphael Veleda/Metrópoles 2 de 5
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Simões foi vice de Zema Raphael Veleda/Metrópoles 5 de 5
Mateus Simões (PSD), governador de Minas e candidato à reeleição Raphael Veleda/Metrópoles
No início da corrida eleitoral, Simões, que era o vice de Romeu Zema (Novo), defendeu que Cleitinho não lançasse candidatura e apoiasse seu projeto de reeleição. Simões afirmou que buscava reunir a centro-direita e evitar a fragmentação do campo político.
“Eu queria que o Cleitinho não fosse candidato porque, primeiro, acho que a centro-direita tinha que estar unida. O segundo colocado nas pesquisas é Patrus [Ananias, do PT]. Isso só existe porque nós não estamos reunidos. Essa campanha tinha tudo para ser uma campanha de um turno só”, disse o governador mineiro.
Agora adversários, Simões e Cleitinho passaram a trocar ataques na reta final da campanha. O governador questionou a capacidade administrativa do senador e afirmou que o chefe do Executivo precisa estar preparado para enfrentar greves, manifestações e situações que exigem decisões técnicas.
“A gente coloca Minas em risco se fala de uma administração com a falta de condição de reflexão técnica em que Cleitinho acaba se colocando. Ele pode se cercar das melhores pessoas. No final, quem vai ter que enfrentar greve e manifestação é o governador do estado”, afirmou.
OMetrópoles Minas está fazendo uma série de entrevistas exclusivas com os concorrentes ao governo mineiro . Leia e assista às entrevistas com Alexandre Kalil (PDT); Flávio Roscoe (PL); Cleitinho Azevedo (Republicanos); Henrique Áreas (PCO); Gabriel Azevedo (MDB) e Indira Xavier (Unidade Popular).
Veja a íntegra do Metrópoles Entrevista com Mateus Simões, governador de Minas Gerais:
Simões também criticou as escolhas políticas feitas pelo adversário e citou integrantes do grupo que acompanha a candidatura do Republicanos. Sem apresentar nomes para uma futura equipe de governo, Cleitinho tem afirmado que pretende se cercar de pessoas qualificadas para administrar o estado.
“Se ele não tiver condição de tomar decisão ou entregar o governo para outra pessoa que não foi quem a gente votou, nós estamos em maus lençóis”, declarou Simões. “Ele sempre diz: ‘Vou me cercar de gente boa’. Estou esperando para ver essas pessoas.” Leia também Neila Guimarães Mateus Simões mira alianças de Cleitinho em Minas Grande Angular TRE-MG manda retirar vídeo de Mateus Simões contra vice de Cleitinho Minas Gerais Quaest: Cleitinho sobe a 37%; Patrus chega a 16% em MG O que mais Simões disse ao Metrópoles Chance de 2 º turno: “Eu nunca vi uma campanha tão letárgica. A Quest dessa semana diz que 62% dos eleitores ainda não são capazes de dizer o nome de um candidato a governador […] acho que é menos uma questão da estratégia para ter os números e mais uma estratégia para capturar a atenção dos eleitores.”. Marcelo Aro: “Hoje vejo com tranquilidade ele ter saído [da aliança]. Acho que é menos um peso para a gente carregar.” Aro e Superman não embarcarem na campanha dele: “São decisões de oportunismo de ambos. Não estou chamando eles de oportunistas. Estou dizendo que são decisões de oportunismo.” Voto para o Senado: “Eu vou votar no Carlos Viana, obviamente. O meu segundo voto ainda não está firmado.” Erro do governo Zema: “Nós erramos muito no distanciamento que acabou se criando com os deputados no primeiro mandato.” Economia: “2027 é um ano muito difícil, independentemente do resultado eleitoral [no Brasil].” Reajuste dos policiais seguindo a inflação: “Mais do que isso, qualquer um que prometer está mentindo. Não há espaço orçamentário.” Câmeras corporais: “São muito úteis e importantes para o patrulhamento. Elas não devem ser utilizadas em operações.” Privatizações: “Gasmig precisa. Mas a Cemig hoje presta um bom serviço e não faz parte das minhas prioridades.” Rodovias federais e conversa com a União: “A gente faz a obra de duplicação das nossas cinco grandes rodovias e desconta na parcela seguinte [do Propag].” Mineração e terras raras: “Quem fizer o beneficiamento aqui não paga 1, 65%. Quem não fizer vai ter que pagar.”

