Secretário de Segurança descarta ação de serial killer em caso de 9 mortes

Secretário de Segurança descarta ação de serial killer em caso de 9 mortes

A Polícia Civil de São Paulo investiga ao menos 9 mortes com características de execução. O secretário de Segurança descartou a hipótese de um "serial killer" na capital. Os crimes ocorreram de setembro a outubro em diferentes regiões. O DHPP investiga as ocorrências de forma individualizada por não haver indícios de ligação entre elas.

Das 9 vítimas, 8 foram identificadas e parte tinha passagens criminais. A polícia apura se as mortes foram motivadas por vingança ou ação de facções. A Polícia Civil investiga ao menos nove mortes com características de execução registradas na cidade de São Paulo em um intervalo de aproximadamente 30 dias, entre o início de setembro e o começo de outubro.

Apesar das semelhanças na forma como alguns corpos foram abandonados, o secretário da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, descartou a hipótese de que os crimes tenham sido cometidos por um suposto assassino em série, como algumas pessoas estão comentando nas redes sociais.

“Está sendo investigado mas não parece ser a mesma autoria. Cada caso é uma história. São mortes diferentes em locais diferentes", disse nesta quarta (7) ao g 1 o secretário da SSP, Osvaldo Nico Gonçalves. A sequência de mortes chamou a atenção de usuários do Facebook, TikTok e Instagram, onde passaram a levantar a hipótese de que os casos poderiam ter relação e estar sendo cometidos por um suposto “serial killer”.

O debate sobre o assunto viralizou na web nos últimos dias. A possibilidade, no entanto, é descartada pela Secretaria da Segurança Pública, que afirma não haver, até o momento, elementos que indiquem ligação entre as ocorrências ou uma mesma autoria. Segundo a polícia, os casos são investigados de forma individual pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Nada indica que as vítimas se conhecessem ou que os assassinatos tenham sido cometidos pelos mesmos autores. O ponto de aproximação entre algumas ocorrências é a maneira como os cadáveres foram encontrados, dentro de sacos plásticos ou envolvidos em lençóis, cobertores e outros tecidos.

Os métodos usados para matar as vítimas, porém, variam. Entre os casos investigados estão corpos encontrados esquartejados, decapitados, baleados ou queimados. Todos são tratados como homicídios. Dos nove corpos localizados, oito vítimas já foram identificadas.

São sete homens e uma mulher. Nenhum suspeito pelos crimes foi identificado ou preso até o momento. A equipe de reportagem apurou que o DHPP investiga quatro casos na Zona Leste, três na Zona Sul, um na Zona Norte e um na Zona Oeste da capital. Não houve ocorrência desse tipo no Centro.

Casos investigadosUm dos casos ocorreu em 5 de setembro, quando um corpo foi encontrado totalmente ensacado e amarrado em uma rua do Jabaquara, na Zona Sul de São Paulo. Outro ocorreu em 19 de setembro, quando um corpo foi achado esquartejado em um barranco no Jaçanã, na Zona Norte da capital.

Em 27 de setembro, uma cabeça humana foi encontrada em uma praça no Jardim São Luís, na Zona Sul de São Paulo. Ao todo, oito das nove vítimas já foram identificadas. Parte das vítimas tinha passagens criminais anteriores. Segundo a polícia, essa é uma das circunstâncias que reforçam a hipótese de que algumas delas possam ter sido executadas por outros criminosos.

A polícia também apura, entre outras possibilidades, vinganças, justiçamentos, desavenças e eventual envolvimento de integrantes de facção criminosa, como o Primeiro Comando da Capital (PCC). O que diz a SSP Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou: "O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil investiga de forma individualizada os casos registrados em diferentes regiões da capital.

Até o momento, as apurações não apontam elementos que indiquem ligação entre as ocorrências ou uma mesma autoria." Segundo a pasta da Segurança, as equipes do DHPP já trabalham com suspeitos e possíveis motivações nos casos em que as vítimas foram identificadas.

"Entre as linhas investigadas estão, em algumas ocorrências, hipóteses relacionadas a vingança ou justiçamento, além de outras circunstâncias específicas de cada crime", informa outro trecho do comunicado da SSP. "Os casos apresentam dinâmicas, locais e métodos distintos.

O uso de sacos plásticos ou tecido em alguns casos, isoladamente, não indica ligação entre os crimes e pode estar relacionado à movimentação ou ocultação dos corpos", continua a nota da Segurança. Todos os casos têm inquéritos policiais instaurados e continuam sob investigação.

Leia a matéria completa em g1.globo.com

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