A polícia do Distrito Federal prendeu uma quadrilha especializada no chamado "golpe do falso parente". Os bandidos vendiam kits com o passo a passo para outros golpistas enganarem as vítimas. Policiais apreenderam celulares, computadores, lotes de chips de celular e documentos nas casas dos investigados em Ceilândia e Taguatinga, no Distrito Federal, e em Goiânia.
Duas mulheres e três homens foram presos. 📱Favorite o g 1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A operação investiga os crimes de organização criminosa, estelionato qualificado e lavagem de dinheiro. Segundo a polícia, os suspeitos se dividiam em núcleos para vender um kit com o passo a passo para outros bandidos cometerem o golpe do falso parente.
Primeiro, o núcleo de Brasília habilitava chips de celular com CPFs de pessoas que não sabiam do esquema. O núcleo de Goiânia recebia os chips e criava contas em aplicativos de mensagem para aplicar os golpes. Os chips iam para kits, junto com o número do celular da vítima em potencial, dados e fotos de parentes dela.
Tudo obtido de forma criminosa. Tinha até roteiro da "história inventada" para pedir dinheiro. A operação é resultado de uma investigação que durou cinco meses. A Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos instaurou inquérito depois que uma moradora de Brasília, aposentada, de 72 anos, caiu no golpe do falso parente.
Ela achava que estava conversando com o filho, mas, na verdade, era um estelionatário. Prejuízo de mais de R$ 53 mil. Ela, que não quer ser identificada por segurança, recebeu no celular uma suposta mensagem do filho. Tinha foto dele e um pedido de ajuda: “Ele falou: ‘É urgente, mãe’.
Ele botou pressão na... Assim: ‘Mãe, eu preciso que você, faça isso agora’. E, como eu confiava muito nele... Eu, sim, fui lá e fiz sem pensar”. A aposentada fez um PIX de R$ 2, 5 mil, pagou vários boletos e só percebeu o golpe quando o "filho" pediu que ela pegasse um empréstimo.
“A urgência que o suposto meu filho tinha de eu fazer transferências para ele era assim tão convincente que eu fui fazendo, fazendo, fazendo. Depois eu me senti uma verdadeira idiota”, diz a vítima. A aposentada foi à delegacia. A polícia já identificou 19 vítimas em seis meses - a maioria, idosos.
Para evitar cair no golpe, o delegado dá uma dica: “Fixe frase ou alguma coisa com os seus familiares. E aí você pergunta algo que só - um código -, algo que só vocês sabem. Essa dica é valiosa, porque isso os bandidos, com certeza, não vão ter. Desconfiar e, se possível, firmar esse código entre os familiares.
E aí a gente consegue evitar esse tipo de crime”, orienta o delegado João Guilherme de Carvalho. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Grupo do DF é suspeito de vender 'kit' para criminosos aplicarem golpe do falso parente; entendaNovo golpe consegue trocar números que aparecem em ligações para contatos de parentes da vítima; entenda como funciona

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