O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) entrou com uma representação no Tribunal Superior Eleitor contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15). Mais cedo, o ministro André Mendonça rejeitou uma ação em que o deputado federal e candidato à reeleição Zé Trovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), questionava o reajuste.
Mendonça, sorteado relator do caso no TSE, mencionou decisões anteriores segundo as quais um candidato a deputado federal não tem legitimidade para apresentar uma ação contra um candidato à Presidência da República, uma vez que os dois cargos são disputados em circunscrições eleitorais diferentes.
O candidato à Presdência pediu o Tribunal determine ao governo, de forma liminar, o não reajuste do benefício até a posse dos candidatos eleitos neste ano, "para resguardar a isonomia e a paridade entre os candidatos". O anúncio do governo O anúncio ocorreu na manhã desta quinta no Palácio do Planalto.
Desde que foi relançado em março de 2023 pelo governo petista, o Bolsa Família estava sem correção. Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir do dia 19, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.
Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família neste ano será de R$ 5, 8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22, 7 bilhões. Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/a/h/u03zF6S72IjCcuXNTiWw/captura-de-tela-2026-09-11-133619.png)