Queda de helicóptero com Rick: testemunha relata objetos que encontrou

Queda de helicóptero com Rick: testemunha relata objetos que encontrou

O cenário encontrado apósa localização do helicóptero que caiu em Santa Catarina, matando o cantorRick e outras quatro pessoas, trouxe elementos que chamaram a atenção de quem participou dos primeiros trabalhos no ponto do acidente.

Entre eles estavam garrafas de vinho que permaneceram intactas e um ruído emitido pela aeronave em intervalos de alguns minutos. Leia também Fábia Oliveira Zezé Di Camargo se despede e chora ao relembrar início da amizade com Rick Lucas Pasin Roberta Miranda critica novos seguidores de Rick: “Chega a ser cruel” Celebridades Dona de helicóptero que levava Rick recebe aval para retirar destroços Celebridades Caixa-preta de helicóptero que caiu com Rick é levada para Brasília Objetos chamaram atenção

Os detalhes foram relatados pelo vereador de Bom Jardim da Serra, Gilmar Nunes, em entrevista ao SCC SBT exibida nesta quarta-feira (23/9). Ele contou que esteve entre os primeiros civis a alcançar a região dos destroços, acompanhado por equipes do Corpo de Bombeiros e da Força Aérea Brasileira (FAB).

Segundo Gilmar, parte das garrafas estava dentro de uma caixa, enquanto outras permaneciam do lado de fora. O estado em que foram encontradas fez com que ele levantasse a possibilidade de o helicóptero não ter atingido o solo em alta velocidade.

“Essa parte chamou atenção, porque o impacto teria que ter quebrado as garrafas de vinho”, declarou.

Na sequência, o vereador detalhou como os objetos estavam distribuídos no local. “Elas estavam intactas, não quebraram. Então, isso chamou bastante atenção. Eu penso que [a aeronave] pode ter vindo se debatendo, que não estaria em uma velocidade tão alta para se destruir ou explodir. Se não estou enganado, havia duas garrafas em uma caixa e duas fora, todas intactas”, descreveu.

Outro aspecto observado durante o acesso aos destroços foi um sinal sonoro. Gilmar afirmou que o barulho podia ser ouvido de tempos em tempos e que pessoas presentes levantaram a hipótese de que estivesse relacionado a algum sistema de localização da aeronave.

“O que me chamou a atenção é que a gente escutava um bip na aeronave. Daí, alguém comentou que aquilo seria para enviar um sinal, que não aconteceu. Que era para enviar um sinal para os radares ou via satélite, algo do tipo, e não aconteceu. Mas, a cada cinco ou dez minutos, ouvíamos um bip”, disse. 3 imagens Fechar modal. 1 de 3

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Caixa-preta do helicóptero em que estava Rick Sollo e Bruno Avelar é encontrada em meio aos destroços Reprodução 3 de 3

Caixa-preta do helicóptero em que estava Rick Sollo é encontrada em meio aos destroços Divulgação/Cenipa Trajetória da aeronave

As imagens divulgadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) também foram comentadas pelo comandante Hamilton. Em uma publicação feita no Instagram nesta quarta, o piloto chamou atenção para a trajetória da aeronave antes de atingir o solo e para a ausência de incêndio após a queda.

“As fotos [do CENIPA] mostram que o helicóptero fez uma trajetória até colidir. Ele não caiu na vertical, foi cortando árvores. É uma informação muito importante. Outro detalhe é que tinha muito combustível. Se tinha muito combustível, por que não pegou fogo? Será que os motores vieram funcionando? Havia ignição? Ou seja, muitas dúvidas”, declarou.

Hamilton também abordou a existência de uma “caixa-preta” no Bell 430, de prefixo PP-MGR. O equipamento foi encaminhado ao Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo, em Brasília. Segundo o comandante, a presença de um dispositivo desse tipo não seria habitual nesse modelo de helicóptero.

“Não é comum para um helicóptero desse porte. Isso é exigido para helicópteros maiores, por exemplo, que levam trabalhadores a plataformas de petróleo”, exemplificou. Relembre

A aeronave foi encontrada na tarde de terça-feira (22/9), em uma região de mata fechada em Santa Bárbara. Antes da localização dos destroços, aeronaves da FAB permaneceram cerca de 13 horas nas buscas. O acesso das equipes ao ponto da queda também exigiu uma operação por terra: o Arcanjo 03, do Corpo de Bombeiros, pousou em uma área de planície e, a partir dali, os profissionais percorreram aproximadamente 20 minutos pela vegetação.

As cinco pessoas que estavam no helicóptero morreram no acidente. Além de Rick, cujo nome era Geraldo Antônio de Carvalho, estavam a bordo o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.

A investigação sobre as circunstâncias da queda teve início ainda nesta quarta-feira (23/9), quando a Polícia Científica começou os trabalhos nos destroços. Entre as possibilidades analisadas está a interferência da neblina na visibilidade durante o voo. Os peritos também deverão verificar se houve algum choque antes de o helicóptero atingir as árvores.

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