APolícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou, nesta terça-feira (15/9), uma operação contra um grupo suspeito de usar documentos e até a biometria facial de vítimas para contratar financiamentos sem autorização. Em um dos casos investigados, uma pessoa que buscava reduzir os juros de um empréstimo acabou com uma dívida de R$ 80 mil pela compra de um carro que nunca teve.
Os policiais cumprem mandados de busca e apreensão em seis endereços no Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo.
O golpe começava com a oferta de uma suposta revisão dos juros de empréstimos consignados. A vítima procurava uma empresa de consultoria acreditando que conseguiria diminuir o valor da dívida e, durante o atendimento, entregava documentos pessoais. Leia também Mirelle Pinheiro Adolescentes são alvo da polícia por morte de menina em live no Discord
Ela também era orientada a fazer o reconhecimento facial, sob a justificativa de que o procedimento seria necessário para a revisão do empréstimo.
Segundo a investigação, os dados e a biometria eram usados para outra finalidade. No caso que deu origem à apuração, eles teriam permitido a contratação de um financiamento de R$ 80 mil para a compra de um veículo de luxo.
A vítima contou à polícia que nunca comprou nem teve contato com o carro. Mesmo assim, as parcelas começaram a ser descontadas de sua conta bancária.
A investigação da 52 ª DP (Nova Iguaçu) identificou suspeitos responsáveis por diferentes etapas do esquema, desde a busca por vítimas e obtenção dos documentos até a contratação dos financiamentos e movimentação do dinheiro.
Um telefone usado para enviar documentos relacionados à fraude também chamou a atenção dos investigadores. O número estava ligado a uma chave Pix registrada em nome de uma das investigadas, que, segundo a polícia, já possui registros anteriores relacionados a estelionato.
Celulares, computadores, contratos, comprovantes bancários e registros de atendimento estão entre os materiais procurados. A polícia pretende analisar os equipamentos apreendidos para identificar outros integrantes do grupo e descobrir se mais pessoas foram vítimas do mesmo golpe.

