Polícia aponta Mario Frias como "agente central" em esquema de emendas

Polícia aponta Mario Frias como "agente central" em esquema de emendas

Uma investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre emendas parlamentares destinadas a empresas paulistas aponta o deputado federalMario Frias (PL) como agente central de um suposto esquema de fraude contratual, emprego irregular de verbas públicas e lavagem de dinheiro.

O documento teve o sigilo derrubado neste domingo (13/9) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal ( STF)Flávio Dino . Os investigadores analisaram movimentações financeiras envolvendo o deputado, oInstituto Conhecer Brasil (ICB), a empresa Complexsys e a Academia Nacional de Cultura (ANC). Leia também Demétrio Vecchioli Dark Horse: dinheiro público passava por empresas e voltava a Karina Gama Brasil Ao autorizar ação da PF, Dino cita possível braço do PCC no caso Dark Horse São Paulo Produtora diz não saber origem de verbas de Dark Horse: “Eu era contratada” Brasil Produtora de Dark Horse pagou R$ 136 mil em faturas de Mario Frias

O deputado destinou emendas parlamentares para o ICB, da empresária Karina Gama, que também é sócia da Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo as autoridades, o ICB, por sua vez, contratou empresas para prestar serviços técnicos, mas o dinheiro foi repassado de volta para o instituto.

O parlamentar é apontado na investigação como “participante ativo da engrenagem financeira sob investigação,realizando movimentações incompatíveis com sua capacidade econômica conhecida”. O ministro segue citando que “em verdade, há fortes indícios de uma única organização criminosa, estruturada para captar, disseminar e ocultar recursos provenientes de verbas públicas, na qual o Deputado Federal Mário Frias figura como agente central”.

Dino determinou que o secretário de Segurança de São Paulo entregue à Polícia Federal todo o material extraído dos celulares das pessoas físicas e jurídicas investigadas, que foram apreendidos em junho deste ano.

OMetrópoles entrou em contato com a assessoria do deputado Mário Frias e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

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