PM paulista orienta tropa a vencer “guerra da informação” nas redes sociais

PM paulista orienta tropa a vencer “guerra da informação” nas redes sociais

A Polícia Militar de São Paulo criou uma cartilha para orientar a tropa a registrar e divulgar ocorrências nas redes sociais com uma preocupação que vai além da qualidade das imagens. No documento, obtido pela coluna, a corporação explica como disputar a narrativa sobre as ações da corporação no ambiente virtual.

Nas considerações finais, tratadas no documento como ponto estratégico da comunicação, a PM afirma que o Instagram institucional “não é vitrine para ganhar curtidas, é ferramenta de combate”. A corporação diz ainda que uma ocorrência bem-sucedida nas ruas pode ser “anulada em minutos no campo informacional” caso sua versão não seja a primeira a chegar ao público.

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Edição e inclusão de legendas são também destacados no material Reprodução/PMSP 2 de 7

Em cartilha são dados orientações do que evitar e o que priorizar Reprodução/PMSP 3 de 7

Militares defendem pretendem se defender de construção de narrativas Reprodução/PMSP 4 de 7

Corporação paulista vê rede social como campo de batalha Reprodução/PMSP 5 de 7

Apresentação de conteúdo está entre os itens abordados Reprodução/PMSP 6 de 7

PMs são orientados a seguir dicas de "ouro" Reprodução/PMSP 7 de 7

Reprodução/Instagram “Guerra da informação”

Em um trecho da cartilha é afirmado que se a PM perder a “guerra da informação”, a vitória obtida nas ruas perde efeito porque o apoio da sociedade e a legitimidade da instituição seriam atingidos.

O manual também alerta que ações policiais podem ser apresentadas de forma que “transformem o policial em vilão” e sustenta que a rede social deve impedir que o sucesso de operações seja “roubado por narrativas de quem quer enfraquecer a polícia”. Leia também Alfredo Henrique Coronel diz ir a psiquiatra após morte de PM Gisele; “Cena traumatizante” Alfredo Henrique Caso Gisele: PM puniu coronel preso por mentir em apuração disciplinar Alfredo Henrique Coronel réu por feminicídio de soldado Gisele acumula 9 transgressões na PM Alfredo Henrique PM Gisele: coronel atribui à IA vídeo em que aponta arma contra a cabeça Versão oficial

A orientação é a de que policiais pensem previamente no conteúdo, no público e no objetivo da publicação. A cartilha recomenda mostrar o impacto da ocorrência na vida do cidadão e explorar o chamado “triálogo”, constituído pela polícia e população unidas contra um inimigo comum, definido como “o crime, a desordem e a insegurança”.

No encerramento, a PM resume a lógica do documento na qual “a guerra só termina quando a versão oficial prevalece” e, se a corporação não ocupar o espaço digital, “o inimigo ocupará”. Dicas do que fazer e evitar

Para capacitar seus policiais nessa batalha virtual, com consequências no plano da realidade, a corporação instrui a tropa, por meio da cartilha, sobre como captar e apresentar os registros.

As recomendações sobre o que deve ser evitado ou priorizado vão desde limpar a lente dos celulares, para garantir maior nitidez das imagens, até usar um segundo aparelho ou mesmo um microfone para melhorar a captação do áudio.

Também constam na cartilha orientações sobre a edição do conteúdo e sobre a importância de fisgar o público logo no início. Segundo o próprio documento da corporação, os três primeiros segundos de um vídeo “valem ouro”.

Leia a matéria completa em metropoles.com

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