O Banco de Brasília ( BRB ) recebeuR$ 376 milhões após vender para a XP uma carteira oriunda do Banco Master. O pacote inclui seis cédulas de crédito bancário (CCBs) e fundo de investimento, segundo fontes que acompanharam as negociações.
Esses ativos são considerados saudáveis, diferentemente das carteiras podres originadas na Tirreno, repassadas pelo Master ao BRB e que causaram prejuízo bilionário ao banco.
O negócio entre o BRB e a XP foi destravado após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinar cancelamento das indisponibilidades sobre 23 imóveis dados como garantias das CCBs. As cédulas referentes a empréstimos da Esfera Aquisições Imobiliáriasforam vendidas por R$ 304, 5 milhões. Leia também Distrito Federal GDF cria comissão para recuperar valores e ativos em favor do BRB Dinheiro e Negócios STF forma maioria para que TJBA mantenha depósitos judiciais no BRB
O bloqueio era decorrente do processo que tramitou na primeira instância, no início das investigações da Operação Compliance Zero.
A própria 10 ª Vara Federal Criminal do DF havia determinado desbloqueio de bens da instituição financeira, mas os imóveis ainda continuavam com restrição, impedindo a conclusão do negócio.

