Policiais militares impediram a entrega de um pen drive com arquivos não autorizados ao banqueiro Daniel Vorcaro na Papudinha, em Brasília.
O caso foi comunicado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) , em 13 de julho deste ano.
Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), responsável pela gestão da unidade, o dispositivo deveria conterapenas músicas , mas uma inspeção encontrou“arquivos incompatíveis” antes que o material chegasse ao banqueiro. A entrada de dispositivos para reprodução de músicas era permitida administrativamente pela Papudinha,desde que o conteúdo fosse previamente submetido à análise da unidade. Leia também Manoela Alcântara Vorcaro pede a Mendonça que preserve mensagens íntimas na quebra de sigilo Manoela Alcântara Gilmar pede que Fachin assuma caso das mensagens de Vorcaro e Moraes Manoela Alcântara PF marca depoimento de Vorcaro no caso BRB para o dia 15; defesa quer adiar Manoela Alcântara Mendonça diz que cópia de celular de Vorcaro está lacrada e intocada Investigadores da Polícia Federal (PF) foram à Papudinha em 15 de julho e apreenderam formalmente o pen drive, que tinha capacidade de 64 GB. A informação veio a público após Mendonça retirar o sigilo do processo. O equipamento foi encaminhado ao Instituto Nacional de Criminalística para ser periciado. A PF pediu aextração e a identificação de eventuais e-mails, planilhas e documentos de texto armazenados no dispositivo. Os investigadores também solicitaram que os peritos apurassem quando os arquivos e a pasta “trash”, correspondente à lixeira, foram alterados.A perícia deveria ainda tentar identificar o computador ou o usuário que manipulou os dados. Até o momento, os documentos tornados públicos não revelam o conteúdo encontrado no pen drive. O processo também não informa quem levou o equipamento à Papudinha. O dispositivo foi retido pela PMDF antes de chegar ao ex-controlador do Banco Master e, posteriormente, apreendido pela PF.

