No último sábado (19), Gilberto Berriel, de 69 anos, foi o único espectador na apresentação acadêmica de sua filha, Monalisa, em Muriaé. Ele foi apenas entregar um carregador e acabou ficando para assistir à apresentação. O registro do momento foi publicado nas redes sociais e alcançou mais de 2 milhões de visualizações, chamando a atenção de internautas.
Gilberto sempre esteve presente na vida da filha, incentivando-a na área de tecnologia aos 15 anos. A relação se estreitou após a morte da mãe dela. Atualmente no segundo período da faculdade, Monalisa apresentou um trabalho sobre prevenção à violência doméstica na Praça João Pinheiro.
O que era para ser apenas uma entrega rápida de um carregador de celular terminou em uma das cenas mais marcantes da primeira apresentação de Monalisa Berriel, de 18 anos, na faculdade. A estudante precisava de um cabo para a apresentação de um trabalho do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas.
O pai dela, Gilberto Ferreira Berriel, de 69 anos, saiu de moto debaixo de chuva para levar o objeto até ela. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g 1 Zona da Mata no WhatsApp Depois de entregar o carregador, ele decidiu ficar para assistir à apresentação. Gilberto sentou-se em frente à barraca do curso e acompanhou a apresentação da filha.
Naquele momento, ele era o único na plateia. A cena aconteceu no último sábado (19), na Praça João Pinheiro, em Muriaé, na Zona da Mata mineira, e foi gravada e publicada nas redes sociais. O vídeo ultrapassou 2 milhões de visualizações e chamou a atenção de internautas.
“Não imaginava que ele ia sair debaixo de chuva para me ver. Só tinha ele assistindo, fiquei muito feliz”, contou Monalisa. Pai presente na vida da filha Para Monalisa, aquele momento não foi uma exceção. Segundo ela, o pai sempre encontrou um jeito de estar presente nas atividades importantes da vida dela.
Quando ela era criança, Gilberto trabalhava como representante comercial e viajava a trabalho. Mesmo assim, segundo a filha, tentava voltar mais cedo para não perder as apresentações. “Meu pai sempre me apoiou. Quando eu era criança, ele trabalhava como representante comercial e sempre dava um jeito de chegar mais cedo das viagens para poder ver minhas apresentações”, lembrou.
A presença que também acompanhou a adolescência de Monalisa, inclusive nas atividades da igreja. Agora, chegou à faculdade. Foi também Gilberto quem incentivou a filha a seguir na área de tecnologia. Quando Monalisa tinha 15 anos, ele a inscreveu em um curso técnico.
Depois da perda da mãe A relação entre os dois ganhou outro peso depois da morte da mãe de Monalisa, durante a pandemia de Covid-19. A estudante tinha 13 anos. “Quando minha mãe faleceu, a responsabilidade de mãe também ficou para ele. Então, mesmo com a idade, ele faz o possível e o impossível para ser presente”, afirmou.
Hoje, aos 18 anos, Monalisa está no segundo período da faculdade e também produz conteúdo para as redes sociais. O trabalho que ela apresentava no dia do vídeo era sobre prevenção à violência doméstica e ao feminicídio. A apresentação aconteceu durante um evento da faculdade na Praça João Pinheiro, em Muriaé, na Zona da Mata mineira.
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