Senadores da oposição usaram nesta terça-feira (15/9) um plenário das comissões do Senado para assistir ao vivo à sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa revelações de um relatório da Polícia Federal sobre supostos diálogos entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro .
Os parlamentares colocaram a transmissão da TV Justiça nos dois telões do espaço. O grupo se reuniu no plenário da Comissão de Direitos Humanos, presidida pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
Desde o início do julgamento, os parlamentares têm alternado discursos com períodos de silêncio para acompanhar a transmissão. Sentados à mesa da presidência da comissão e nas primeiras fileiras do plenário, os senadores ouvem as discussões entre os ministros do STF.
Entre os presentes estão Damares, Tereza Cristina (PP-MS), Alessandro Vieira (MDB-SE), Carlos Viana (PSD-MG), Jorge Seif (PL-SC) e Magno Malta (PL-ES). Leia também Brasil “Somos seres humanos, podemos errar”, diz Fachin no STF Grande Angular Moraes, Mendonça e Dino sentam lado a lado em julgamento histórico no STF Brasil Fachin no STF: “A divergência é legítima, o confronto pessoal, não”
A oposição no Congresso tem defendido a investigação das suspeitas relacionadas a Moraes e a abertura de um processo de impeachment contra o ministro. Parlamentares do grupo também têm saído em defesa da atuação de André Mendonça , responsável por determinar a confecção do material sobre Alexandre de Moraes, na condução do caso Master.
No STF , os ministros analisam o relatório da Polícia Federal que reúne informações sobre supostas mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes e discutem a obtenção e o uso desse material. Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedidos de participar do julgamento.
Na abertura, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin , afirmou que o Supremo atravessa um “período difícil” de sua história e fez um apelo pela preservação da instituição e do respeito entre os ministros.
“Não temos o direito de entregar às gerações futuras um Supremo Tribunal Federal menor do que aquele que recebemos. Isso não significa ausência de divergência. Ao contrário. O Supremo existe para que posições jurídicas diferentes possam ser apresentadas, debatidas e submetidas ao julgamento do colegiado. Há respeito institucional mesmo quando há discordância”, disse.

