MP do Chile pede 22 anos de prisão para Valdivia por crimes sexuais

MP do Chile pede 22 anos de prisão para Valdivia por crimes sexuais

O Ministério Público do Chile pediu 22 anos de prisão para o ex-jogador Valdivia, ex-Palmeiras, por crimes sexuais. + Quem era o atacante do Tenerife que morreu após choque com goleiro na Espanha? De acordo com o jornal chileno "Meganoticias", o MP do Chile pede 12 anos de prisão por um suposto estupro e outros 10 por eventual abuso sexual. Entre as testemunhas arroladas pelo Ministério Público do Chile está Maite Orsini, ex-companheira de Valdivia no período em que era investigado e ex-deputada. De acordo com a Procuradoria do Distrito Leste, Valdivia e Maite Orsini trocaram mensagens enquanto o ex-jogador de futebol estava com uma das duas mulheres que o denunciaram. A investigação, concluída após dois anos, refere-se situações ocorridas em outubro de 2024. Uma tatuadora prestou queixa contra Valdivia em 20 de outubro de 2024. Dois dias antes, ele havia sido formalmente acusado em outro caso. Na denúncia, a tatuadora relatou que depois de beberem e comerem juntos no restaurante peruano Providencia, perdeu a memória do que acontecera e posteriormente tomou ciência de que teve relações sexuais com Valdivia. A defesa do atleta afirma que o ato foi consensual. Outra mulher denunciou Valdivia em 22 de outubro, mas o suposto abuso aconteceu no dia 18, no restaurante El Toro, em Viactura. Valdivia chegou a ter ficado preso de forma preventiva duas vezes entre outubro e novembro de 2024. Jorge Valdivia, de 42 anos, é ídolo do Palmeiras e reúne duas passagens marcantes pelo clube. Conquistou um Campeonato Paulista e duas vezes a Copa do Brasil. A defesa de Valdivia se manifestou em nota oficial. Confira abaixo: "A defesa de Jorge Valdivia sustenta que houve consentimento nos dois episódios. Sobre a primeira denúncia, a defesa afirmou que os dois já haviam se encontrado antes, que combinaram o encontro e que, após se verem no restaurante, foram ao apartamento a convite da mulher. Segundo a defesa, a relação sexual foi consensual. No segundo episódio, a defesa também sustentou que houve consentimento e apontou os registros de vídeo de antes e depois dos fatos como elementos que, na avaliação dela, dão respaldo à versão de Valdivia. Esses são pontos concretos da defesa e precisam ser examinados no processo e devem ser considerados. O Ministério Público chileno apresentou uma acusação, e cabe a ele demonstrar, com provas, a prática dos crimes que atribui a Valdivia. Ele tem o direito de contestar essas imputações e de ver sua versão examinada pela Justiça, com respeito à presunção de inocência. A gravidade das acusações exige rigor na análise das provas e cautela para evitar qualquer julgamento antecipado".

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