Ministério da Saúde pede análise de canetas emagrecedoras no SUS

Ministério da Saúde pede análise de canetas emagrecedoras no SUS

O Ministério da Saúde pediu nesta quinta-feira (24) à Conitec a avaliação das canetas emagrecedoras para o SUS. Essa análise é necessária para a oferta pública. Na semana passada, o presidente Lula afirmou que disponibilizaria os remédios. Atualmente, o SUS tem apenas um projeto-piloto com 250 pacientes em Porto Alegre.

A entrada de novas marcas reduziu o preço dos medicamentos em cerca de 70% em menos de 1 ano. Isso muda o custo para a rede pública. Os 2 princípios ativos solicitados, semaglutida e liraglutida, já não possuem proteção de patente. Estudos anteriores apontavam impactos bilionários ao longo de 5 anos.

A incorporação ainda dependerá da definição do público-alvo e do financiamento. No Brasil, a proporção de adultos com obesidade subiu para 25, 7% em 2024. O Ministério da Saúde protocolou nesta quinta-feira (24) um pedido para que a Conitec avalie a incorporação ao SUS de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida para o tratamento da obesidade.

A análise é uma das etapas necessárias antes que as chamadas canetas emagrecedoras possam ser oferecidas de forma ampla na rede pública. Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que esses medicamentos seriam disponibilizados pelo SUS, mas ainda faltavam etapas técnicas para que isso pudesse ocorrer.

Hoje, o SUS não oferece de forma ampla medicamentos para o tratamento da obesidade. 📱Favorite o g 1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Há apenas um projeto-piloto, iniciado em junho em Porto Alegre (RS), que acompanha cerca de 250 pacientes com obesidade grave ou indicação de cirurgia bariátrica.

O novo pedido ocorre em um cenário diferente do observado nas análises anteriores. Segundo o ministério, a entrada de novas marcas reduziu em cerca de 70% os preços desses medicamentos em menos de um ano. A pasta afirma que 25 canetas já têm registro no Brasil, 14 delas aprovadas em 2026.

LEIA TAMBÉM: Lula diz que SUS fornecerá canetas emagrecedoras, mas medida ainda depende de três etapasCâncer de ex-comissária da Air France é reconhecido como doença profissional na FrançaPor que alguns são mais propensos à depressão que outros? A queda dos preços pode mudar uma das principais questões envolvidas em uma eventual oferta pelo SUS: o custo para a rede pública.

Avaliações anteriores da Conitec apontavam impacto de bilhões de reais ao longo de cinco anos, dependendo do número de pacientes incluídos e do tempo de tratamento. O pedido apresentado agora inclui semaglutida e liraglutida, dois princípios ativos que já não têm proteção de patente, segundo o Ministério da Saúde.

Apesar disso, mesmo com uma eventual recomendação favorável da Conitec, a chegada desses medicamentos aos pacientes ainda dependerá da definição de quem poderá recebê-los, em quais condições e de onde virão os recursos para financiar o tratamento. Dados do Ministério da Saúde apontam que a proporção de adultos com obesidade no país passou de 11, 8%, em 2006, para 25, 7%, em 2024.

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