Com Mikaela Gomes entre os destaques, oMetrópoles Catwalk levou moda, música, arte e saberes ancestrais à Arena Mané Garrincha, em Brasília, na noite desta quarta-feira (16/9). O terceiro dia de desfiles contou com seis criadores de Brasília, São Paulo, Ceará e Minas Gerais.
A programação começou com a brasiliense Pimear, que estreou noMetrópoles Catwalk com uma coleção marcada pelo trabalho artesanal. Depois, foi a vez da paulista D-AURA, que apresentou peças inspiradas na relação entre arquitetura, vida urbana e fluidez de gênero. 6 imagens Fechar modal. 1 de 6
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O primeiro bloco terminou com a brasiliense Calado e a coleção Oásis, desenvolvida a partir da ideia de quatro climas do mundo, mas com referências na cultura do sertão brasileiro.
Para o desfile, o designer Sérgio Calado convidou o grupo de artesãs Urucuia Grande Sertão Veredas. As mulheres mantêm a tradição da roda de fiar, processo que transforma fibras como lã e algodão em fios e, posteriormente, em tecidos.
Parte das peças apresentadas na passarela foi produzida por meio de uma técnica ancestral. Com 60 anos de dedicação ao ofício, Maria Nadir destacou a importância de mostrar o trabalho às novas gerações.
“É bom demais encontrar jovens que querem ver como acontece”, disse. “A gente fazia por necessidade. Agora, hoje a gente faz para não deixar acabar. É uma coisa que o pessoal não quer deixar acabar.”
Percussão feminina ganhou espaço na passarela
O segundo bloco começou com Victor Dzenk, que apresentou uma coleção inspirada no verão brasileiro. Com mais de três décadas de história, a marca já vestiu nomes como Cláudia Raia, Sabrina Sato, Ivete Sangalo, Juliana Paes e Anitta.
Na sequência, a Sun Rose levou à passarela uma coleção inspirada no verão, com Mikaela Gomes entre os destaques do elenco.O desfile também contou com a participação do grupo feminino brasiliense Maria Vai Casoutras, que animou a plateia com um número musical.
A apresentação começou no escuro. Quando as luzes se acenderam, os instrumentos coloridos ganharam destaque e o grupo ocupou o espaço com os batuques. Para Tatiana Gushiken, integrante do coletivo, a participação reforçou a presença feminina na música e na cultura.
“Bandas percussivas femininas precisam ter essa representatividade espalhada no mundo da cultura”, refletiu. “A gente foi pega de surpresa quando se deparou com aquele público lindo levantando e olhando pra gente. Realmente foi muito emocionante.”
A Almacor encerrou a noite com uma coleção que aproximou moda e arte.A marca transforma obras de artistas neurodivergentes e pessoas com deficiência em estampas exclusivas. Integrante do elenco, Mikaela Gomes ressaltou o alcance da moda como ferramenta para levar mensagens de inclusão.
“A moda sempre leva uma mensagem. A moda é muito política. Quanto mais visibilidade a gente der para esse tema, mais pessoas serão beneficiadas. Eu acho importante e é muito gratificante”, afirmou. “É muito fácil conversar com a população por meio da moda.”
A arte também esteve presente fora da passarela. O público pôde conferir uma exposição com trabalhos dos designers convidados e interagir com um vestido criado por Erica Rosa, deixando marcas coloridas sobre o tecido branco.
Realizado pelo Sol Nascente Associação Cultural e Metrópoles Produções, oMetrópoles Catwalk conta com fomento da Secretaria de Turismo do Distrito Federal. A terceira edição segue até sexta-feira (18/9), sempre a partir das 19 h, na Arena Mané Garrincha. A entrada é gratuita. Confira a programação dos próximos dias:
QUINTA-FEIRA (17/9)
19 h
Reptilia
George Azevedo
Rostand
20 h 30
Lucila
Sau Swim
Geraldo Couto
SEXTA-FEIRA (18/9)
19 h
Hills
Glowshine
Erica Rosa
20 h 30
Petzold 1981
Lago Beachwear
Vitor Cunha

