O Banco Master utilizou ferramentas como PDFs e Word Excel para falsificar documentos a fim de viabilizar as operações de venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília ( BRB ). De acordo com relatórios da Polícia Federal e do Banco Central, o Master utilizou informações de clientes para “assinar” Cédula de Crédito Bancário (CCBs) que seriam vendidas.
Segundo a PF, havia procurações “assinadas” por clientes que nomeavam o Banco Master como procurador para assinar a CCB. Porém o próprio Banco Master era o credor da CCB.
Documentos que constam na investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) mostram que os gestores do Master compartilhavam entre si CPFs para a geração desses CCBs, documentos produzidos no Word para assinatura e arquivos que seriam apresentados como créditos da Tirreno, empresa de fachada. Leia também Grande Angular Master: BRB comenta queda de sigilo e diz ser “vítima de atos criminosos” Brasil PF achou dezenas de armas, incluindo fuzis, ao prender ex-presidente do BRB Dinheiro e Negócios As manobras do BRB para pagar bilhões ao Master em operações fraudulentas
A Polícia Federal apontou que o Master, “diante da falha de seu modelo de negócios”, coordenou esquema de venda de CCBs falsas ao Banco de Brasília que culminaram na transferência de 12, 2 bilhões de reais do banco público ao banco privado.
“A engenharia articulada para criação dos títulos falsos exigia a participação de outro integrante do sistema financeiro, já que o histórico de produção de créditos consignados do Banco Master era ínfima para fazer frente a sua necessidade de captação. Nesse ponto, foi idealizada empresa que, em tese, seria capaz de angariar os créditos consignados que posteriormente seriam transformados em CCBs surgindo, assim, a figura da Tirreno, empresa de fachada controlada pela Sociedade de Crédito Direto Cartos”, completou a análise policial.
Após o Banco Central pedir informações para verificar a possibilidade do BRB comprar o Master, os gestores do banco de Daniel Vorcaro , “com auxílio dos gestores do BRB, passaram a fabricar documentos falsos em série, a partir de meados de abril de 2025, para encobrir o desvio de R$ 12, 2 bilhões do banco público de Brasília, para salvar o Master “.
A PF deflagrou a Operação Compliance Zero, em novembro de 2025, para apurar a compra de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito do Master supostamente falsas.

