O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realiza seu último ato de campanha neste sábado (24), na Avenida Paulista, ao lado de apoiadores e aliados. No ato, manifestantes se reuniram a partir das 13 h 30. Os ex-ministros Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet chegaram ao local por volta das 15 h 30. Lula passará pelos apoiadores em carro aberto, sem realizar caminhada. A mudança no formato do evento visa evitar a circulação de pessoas pelas ruas do entorno. A organização do evento debateu medidas de segurança com as autoridades. A campanha solicitou o uso de câmeras corporais ligadas pelos policiais militares durante o ato. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, escolheu a Avenida Paulista para fazer seu último ato da campanha das eleições de 2026 neste sábado (24). A icônica avenida de 2, 8 km é palco das principais manifestações em São Paulo, tanto da esquerda quanto da direita. Lula chegou ao ato pouco antes das 16 h ao lado da esposa, Rosangela da Silva, a Janja, do vice, Gerado Alckmin (PSB), de Guilherme Boulos (PSOL), Marina Silva (Rede), Márcio França (PSB) e Simone Tebet (PSB). Por volta das 17 h, 14 dos 18 quarteirões da avenida estavam tomados pelos manifestantes, e, com a multidão, os carros com Lula e outros convidados não conseguiam se movimentar pela avenida. "Estamos terminando uma campanha de segundo turno que tem só uma similar, a de 1989. A campanha de 1989 foi a campanha possivelmente a mais emocionante, pela participação da sociedade", afirmou o candidato à reeleição. "E, neste segundo turno, a sociedade brasileira resolveu assumir a responsabilidade de dizer que a eleição não é uma coisa de partido político, que a eleição é de pessoas que se preocupam com o país, que se preocupam com o dia a dia de outras pessoas, de pessoas que não querem que miliciano vá para o Palácio do Planalto", afirmou. Lula destacou a mobilização dos eleitores no segundo turno: "Há muitos anos, mesmo os mais velhos, que fazem campanha política, não tinham visto uma mobilização da sociedade como vimos nesse segundo turno. Hoje em todos os municípios do Amazonas teve mobilização. É o povo que está organizando, e não partidos". "Estou convencido que vamos ganhar as eleições amanhã. Estou convencido que a sociedade brasileira quer mudança estrutural, que faça o Brasil caminhando no caminho certo, a sociedade brasileira não quer retrocesso." No ato de 11 de outubro, era possível observar apoiadores de Lula ocupando todos os 18 quarteirões da via, do Paraíso à Consolação, se concentrando em 12 deles. Na ocasião, a campanha de Lula não autorizou, por questões de segurança, o sobrevoo do drone do Monitor do Debate Político da USP, Cebrap e da ONG More in Common, que faz a contagem do público. No dia 18 de outubro, cerca de 71, 8 mil apoiadores do adversário Flávio Bolsonaro (PL) se reuniram na Paulista, segundo o monitor. Às 13 h 30, muitos manifestantes já se concentravam em frente ao Masp. Apoiadores de Lula levaram um lápis inflável gigante, em oposição ao míssil que apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) levaram para a Paulista no dia 18 (veja vídeo abaixo). No míssil, havia uma frase em inglês pedindo para os Estados Unidos fazerem um ataque nuclear no Brasil. Por volta das 15 h 30, os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) chegaram à Paulista. Simone enfatizou ao público que não poderia fazer discurso, mas ressaltou que neste sábado (24) todos eram nordestinos, sulistas, nortistas e brasileiros. "Nós estamos aqui pelo nosso país, pelo nosso Brasil, pelos nossos filhos e filhos dos nossos filhos. Preciso encerrar para não levar multa, mas quero lembrar que eu, aos 15 anos, levantei um cartaz que queria votar presidente da república. Hoje, posso dizer, bendito o país que tem a juventude, os aposentados que defendem o Brasil. Uma boa eleição para todos nós" Na sequência, Marina Silva (Rede) celebrou a democracia. 'É a Paulista vermelhou. É o mar vermelho se abrindo para que Lula faça sua última passeata. Nós não podemos fazer discurso de campanha, mas nós podemos dizer a poesia da democracia, da soberania, do respeito, à diversidade, é o Brasil. Viva a democracia, viva o povo brasileiro. Viva a Constituição." A organização do evento discutiu medidas de segurança com a Polícia Militar, a Prefeitura de São Paulo e o Metrô em uma reunião realizada no dia 20, após a divulgação de vídeos com imagens de vandalismo. Segundo a campanha, o Metrô teria solicitado a instalação de tapumes para proteger as estações da Avenida Paulista. A estrutura chegou a ser instalada, mas, na madrugada deste sábado, a empresa contratada informou à coordenação que a companhia estaria retirando a proteção. Ainda de acordo com a organização, o argumento apresentado foi que o próprio Metrô adotaria medidas para proteger o patrimônio. A coordenação da campanha afirmou ter aceitado a decisão e disse esperar que a segurança seja garantida. A campanha também solicitou à Polícia Militar que os policiais utilizem câmeras corporais ligadas durante todo o evento, para permitir a identificação de pessoas que eventualmente pratiquem atos de vandalismo. Outro pedido foi para que os policiais permaneçam identificados durante a operação. A organização informou ainda que enviou ofícios à PM e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para garantir que o evento não prejudique o transporte das urnas eletrônicas. Até a manhã deste sábado, não havia resposta da Polícia Militar ao documento com os pedidos. Advogados do partido estarão distribuídos em pontos do evento para solucionar eventuais problemas. Os nomes dos profissionais e os locais em que ficarão foram informados às autoridades. A dispersão do público está prevista para a Praça do Ciclista, também na Avenida Paulista, com o objetivo de manter a fluidez da circulação na região.
Lula participa de ato na Av. Paulista; mais cedo, esteve em Copacabana
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