Latino publica carta após acusações do filho: “Jamais toquei numa criança”

Latino publica carta após acusações do filho: “Jamais toquei numa criança”

Latino se pronunciou sobre as acusações feitas pelo filho adotivo, Guilherme, nasredes sociais .

Em uma carta aberta publicada na noite dessa sexta-feira (18/9), o cantor negou ter cometido qualquer abuso contra menores de idade e afirmou que as declarações do jovem o atingiram de forma profunda. Leia também Fábia Oliveira Latino fala sobre acusações do filho: “Será tratado de forma privada” Fábia Oliveira Filho detona Latino, expõe supostas traições e diz que cantor é pedófilo O pronunciamento de Latino

Segundo Latino, ele optou por escrever o pronunciamento porque passou recentemente por uma cirurgia capilar e ainda está com o rosto inchado durante a recuperação. O cantor afirmou que, por esse motivo, preferiu não gravar um vídeo para falar sobre o assunto.

“O que meu filho publicou é mentira”, declarou Latino. O artista negou categoricamente ter tocado em uma criança e afirmou que considera a acusação especialmente dolorosa por ter partido do próprio filho.

A manifestação acontece após Guilherme publicar um longo relato nas redes sociais. O jovem contou que enfrenta problemas relacionados ao alcoolismo e que teve uma recaída. Segundo ele, após o episódio, Latino teria acionado a polícia e impedido sua entrada em casa.

Na publicação, Guilherme também fez acusações contra o pai envolvendo supostas relações com mulheres menores de idade. As alegações foram negadas por Latino:

“Jamais toquei numa criança, e ver essa acusação sair justamente da boca de quem tem o meu sangue, sem uma única prova, arrastando menores de idade e o nome de outras mulheres para dentro de uma briga doméstica, foi a coisa mais cruel que alguém já fez contra mim em toda a minha vida”.

Relação com o filho

Na carta, o cantor também afirmou que seus advogados já avaliam medidas na Justiça, mas disse ter dificuldade em tomar uma decisão contra o próprio filho.

“Homem de bem não processa o próprio filho”, escreveu. Latino afirmou ainda que prefere aguardar e preservar a possibilidade de uma reconciliação com Guilherme.

O cantor contou que conheceu o filho quando ele já tinha 20 anos e que, desde então, tentou se aproximar e oferecer apoio. Latino afirmou que abriu sua casa para Guilherme e que também estabeleceu limites quando considerou necessário.

“Talvez ele ainda não consiga enxergar que o não de um pai também é amor”, escreveu.

Ao longo do texto, Latino reconheceu que Guilherme atravessa um período difícil e afirmou que não pretende usar a situação contra ele. O cantor encerrou a carta dizendo que mantém as portas abertas para o filho.

“Minha porta segue aberta, minha mesa terá sempre um lugar para ele”, declarou. “No final, o que eu quero não é ter razão, é ter meu filho de volta.” 6 imagens Fechar modal. 1 de 6

Latino e o filho Guilherme de Oliveira Reprodução/redes sociais. 2 de 6

Guilherme de Oliveira, filho de Latino Reprodução/Redes sociais 3 de 6

Latino e o filho, Guilherme Namentti, trocaram farpas nas redes sociais em meados do ano passado Instagram/Reprodução 4 de 6

Latino e o filho, Guilherme Namentti Instagram/Reprodução 5 de 6

Latino e o filho, Guilherme Namentti, se envolveram em polêmicas há alguns meses Instagram/Reprodução 6 de 6

Guilherme Namentti tem 26 anos e se internou em uma clínica de reabilitação Instagram/Reprodução Leia a carta na íntegra

“PRONUNCIAMENTO
(para o meu filho)

Quem caminha comigo há tantos anos sabe que nunca me escondi de nada, e se hoje escrevo em vez de aparecer é por um motivo simples, passei por uma cirurgia capilar há poucos dias e ainda estou com o rosto inchado da recuperação, não tenho condições de encarar uma câmera, e um assunto dessa seriedade não merece gravação apressada, mas cada palavra aqui é minha, escrita com a mão tremendo e os olhos cheios.

O que meu filho publicou é mentira, e digo isso com a serenidade de quem pode dormir em paz, jamais toquei numa criança, e ver essa acusação sair justamente da boca de quem tem o meu sangue, sem uma única prova, arrastando menores de idade e o nome de outras mulheres para dentro de uma briga doméstica, foi a coisa mais cruel que alguém já fez contra mim em toda a minha vida, ele sabia exatamente onde ferir, escolheu a palavra que não se apaga, e a jogou sobre o pai, como quem joga fogo numa casa onde ainda mora gente.

Meus advogados me disseram que a Justiça está a um passo e que o desfecho seria rápido, mas toda vez que penso nisso enxergo o Guilherme sentado do outro lado da mesa, e a mão trava, não por fraqueza, e sim porque homem de bem não processa o próprio filho, ele suporta, engole o orgulho e aguarda o retorno, mesmo que isso leve o resto da vida.

Cheguei tarde na vida desse menino, ele já tinha vinte anos quando nos encontramos, e desde aquele dia tentei compensar cada ano que as circunstâncias nos roubaram, abri minha casa, dividi meu nome, segurei quando ele caiu, levantei quando ele não conseguia, e impus limites quando isso era a única forma de cuidado que restava, talvez ele ainda não consiga enxergar que o não de um pai também é amor, essa lição a gente só aprende do outro lado.

O que recebi em troca foi um vídeo, e nele a palavra mais pesada que existe pendurada no meu nome pelas mãos de quem eu mais protegi, e confesso que dói de um jeito que palco, vaia ou manchete jamais me fizeram sentir em quase quarenta anos de carreira, porque crítica se responde, mas punhalada de filho a gente carrega para sempre, e a minha entrou fundo, no lugar onde guardo o que tenho de mais sagrado.

Sei que ele atravessa um período difícil e me recuso a usar essa fragilidade contra ele, mas tenho uma certeza, no dia em que segurar um filho no colo e sentir o peso de ser responsável por uma vida inteira, ele vai entender o mal que me fez, vai se lembrar deste vídeo e vai sentir o que eu sinto hoje, e quando esse momento chegar eu vou estar esperando, de braços abertos, porque decepção passa e sangue é para sempre.

A todo pai e a toda mãe que leem isto, peço que respeitem uma família ferida e não me condenem por um desabafo gravado num celular, vocês sabem melhor do que ninguém que nada dói mais do que ser ferido por quem a gente daria a própria vida para proteger, minha porta segue aberta, minha mesa terá sempre um lugar para ele, e o que ainda tenho a dizer ao Guilherme ele vai ouvir de mim, olho no olho, em particular, longe de qualquer plateia, porque no final o que eu quero não é ter razão, é ter meu filho de volta.”

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