As urnas das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos já fecharam em partes dos estados de Indiana e Kentucky, na noite desta terça-feira (3). A votação continua na maior parte do país. Ainda assim, os primeiros resultados para a Câmara devem ser divulgados em breve. ACOMPANHE a apuração em tempo realUma pesquisa de boca de urna divulgada pela CNN nesta terça-feira (3), durante as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, aponta que 62% dos eleitores desaprovam o desempenho do presidente Donald Trump, enquanto 38% aprovam sua gestão. O índice de aprovação é sete pontos percentuais inferior ao registrado nas eleições legislativas de 2018, durante o primeiro mandato do republicano. O levantamento de boca de urna da CBS News vai na mesma linha e mostra que o índice de aprovação de Trump é de 38% - o menor registrado entre os presidentes americanos nas eleições de meio de mandato desde 2006. Cerca de 6 em cada 10 eleitores dos Estados Unidos desaprovam a maneira como Donald Trump conduz a Presidência, segundo a pesquisa AP Voter Poll divulgada na tarde desta terça-feira. O levantamento também mostra que aproximadamente 70% querem que o Congresso exerça mais controle sobre o presidente. Além disso, 6 em cada 10 atribuem o alto custo de vida às políticas do governo Trump. O FBI desmentiu uma informação que circulava nas redes sociais de que a polícia havia apreendido mais de 20 mil cédulas de votação falsas no Texas. As informações foram confirmadas pelo jornal The New York Times. Segundo a reportagem, publicações nas redes indicavam que o FBI havia feito uma operação sobre as eleições e descoberto cédulas de votação fraudulentas. O órgão esclareceu que nenhuma operação foi feita. Os Estados Unidos não têm um órgão que contabilize os votos de forma unificada — como faz, no Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral TSE. Cada estado faz sua própria contagem, e são as agências de notícias, jornais e redes de TV que consolidam os dados de forma nacional. O g 1 e a TV Globo utilizam a contagem da agência norte-americana Associated Press (AP), o veículo mais antigo a consolidar votos e declarar resultados de eleições nos EUA, há 180 anos. 👉 ACOMPANHE AQUI os mapas da AP com a apuração dos votos em tempo real. O Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) fez uma série de publicações nas últimas horas sobre prisões de imigrantes que estariam tentando votar ilegalmente nas eleições americanas. Em uma das publicações no X, o órgão afirmou que ao menos 14 detenções haviam sido realizadas. Muitos dos detidos, segundo o ICE, teriam alegado ter votado em várias eleições nos Estados Unidos. O órgão, no entanto, não detalhou quando as prisões foram feitas nem informou se os imigrantes estavam tentando votar nas eleições de meio de mandato de 2026. Segundo o Conselho Eleitoral de Nova York, mais de 1, 3 milhão de votos foram registrados na cidade até as 15 h (17 h em Brasília). As urnas ficarão abertas na região até as 21 h (23 h em Brasília). A junta eleitoral da Carolina do Norte estendeu o horário de votação em diversas seções eleitorais que apresentaram pequenos atrasos na manhã de hoje devido a problemas técnicos com computadores ou impressoras, os quais já foram resolvidos. Consequentemente, a divulgação dos resultados eleitorais foi adiada das 19 h 30 para pelo menos 20 h 15. As cédulas de votação de emergência depositadas no condado de Westchester, em Nova York, serão recolhidas por funcionários eleitorais bipartidários e escoltadas pela polícia até um local de apuração ainda hoje, disse o deputado republicano Mike Lawler a repórteres. Lawler, que está enfrentando a candidata democrata Cait Conley, disse estar frustrado com os problemas generalizados que afetaram os eleitores no dia da eleição, mas enfatizou que o erro aparentemente não foi "intencional". Problemas com as máquinas de apuração de votos em Nova York e com as urnas eletrônicas na Flórida causaram uma onda de alegações enganosas de fraude eleitoral nas primeiras horas do dia da eleição. O número de publicações mencionando termos como “trapaça”, “roubo”, “fraude” e similares disparou para mais de 100 por minuto, de acordo com uma análise de dados do TweetBinder feita pela Audiense , uma empresa de dados de mídias sociais. Autoridades disseram que os resultados das eleições em alguns condados do leste da Carolina do Norte podem demorar mais do que o esperado devido a problemas técnicos. Autoridades estaduais se reunirão para decidir se estenderão o horário de votação nos condados de Lenoir, Wilson, Hertford e Gates. Algumas das zonas eleitorais afetadas estão localizadas no extenso 1 º Distrito Congressional, onde o deputado democrata Don Davis e a candidata republicana Laurie Buckhout disputam uma acirrada eleição para a Câmara dos Representantes. Devido a atrasos técnicos em algumas seções eleitorais, as autoridades podem estender o horário de votação até as 20 h 30, horário do leste dos EUA, disse um porta-voz. As primeiras urnas das midterms serão fechadas às 20 h do horário de Brasília e as últimas, no Alaska, às 3 h. Porém o resultado consolidado das eleições e sua repercussão no Congresso dos EUA devem demorar alguns dias para sair. Os Estados Unidos não têm um órgão que centralize a apuração, como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no Brasil. Cada estado tem autonomia para organizar as eleições, e os procedimentos de votação e contagem dos votos podem variar pelo país. A projeção de vencedores antes da contagem oficial é feita por veículos de imprensa — o g 1 e a Globo, como a maioria das redes internacionais, adotam os dados da Associated Press (AP). Nas midterms de 2022, a AP declarou qual partido teria o controle do Senado quatro dias depois do dia da eleição. No caso da Câmara, a definição ocorreu oito dias depois. Autoridades federais acusaram um homem de Oklahoma City de enviar centenas de cartas contendo um pó branco para funcionários públicos antes das eleições de 2024 e 2026. Segundo documento judicial divulgado pelo FBI nesta terça, o pó não era perigoso; uma análise revelou que era fermento ou farinha, embora nem todas as cartas tenham sido totalmente analisadas. Robin Martin foi acusado de disseminar um boato e enviar comunicações ameaçadoras pelo correio, e foi preso nesta segunda-feira (2). Ele deve comparecer ao Tribunal Distrital dos EUA em Oklahoma City nesta terça. As cartas foram endereçadas a autoridades eleitorais, membros do Congresso, institutos de pesquisa, veículos de comunicação e agentes da lei federais, afirmou o agente do FBI David Cole em depoimento. Aliados proeminentes do presidente Donald Trump aproveitaram-se de um problema com as máquinas de leitura de cédulas no condado de Westchester, em Nova York, para promover teorias da conspiração sobre uma eleição "roubada". Desde cedo, o condado vem enfrentando problemas com as urnas e os eleitores estão tendo que votar colocando suas cédulas em sacos de emergência. Katie Miller, apresentadora de podcast conservadora e esposa do vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, escreveu no X: "É assim que a esquerda rouba eleições". O Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) fez ameaças contra imigrantes na rede social X. O órgão, que cuida da prisão e deportação de estrangeiros sem documentos que estão no país, afirmou que "não haverá escapatória" para quem "votar ilegalmente". No entanto, apenas cidadãos americanos podem votar para presidente e outros cargos federais, caso das eleições de meio de mandato que ocorrem nesta terça-feira (3). O condado de Chester, no estado da Pensilvânia, vai estender a votação em 30 minutos em três zonas eleitorais da região. Pelas redes sociais, as autoridades do condado relataram "problemas na configuração das máquinas de votação", o que teria causado um atraso na abertura das urnas. As três seções permanecerão abertas até às 20 h 30 do horário local. Após às 20 h, horário oficial de encerramento, os votos registrados serão feitos por meio de cédulas provisórias. O governo Trump afirmou nesta terça-feira (3) que "os EUA nunca serão um país comunista" em uma publicação na Casa Branca nas redes sociais e dá a entender que eleitores democratas seriam "comunistas". A fala ocorre em meio à votação das midterms e após o presidente Donald Trump ter chamado os democratas de "comunistas" e "radicais de esquerda lunáticos" durante a campanha. O clima no dia da eleição na Casa Branca é de "otimismo cauteloso", disse um funcionário da Casa Branca à CNN, enquanto os eleitores vão às urnas para decidir quem controlará o Congresso. Um assessor, que falou à emissora americana sob anonimato, disse que conversou com o presidente Donald Trump ontem à noite e que "ele é um otimista nato e estava de ótimo humor". Publicamente, a mensagem tem sido sobre mobilizar os eleitores. Stephen Miller, chefe de gabinete adjunto da Casa Branca para políticas públicas, resumiu a mensagem desta manhã no canal X em uma palavra: "Vote". O condado de Fulton, na Geórgia, usou a rede social X para alertar os eleitores sobre mensagens de texto fraudulentas nesta terça-feira (3). Segundo relatos, as mensagens afirmam que houve mudanças nos locais de votação. No entanto, o condado, o mais populoso do estado, afirma que isso não aconteceu. As urnas abriram no Havaí às 14 h do horário de Brasília. Agora, todos os 50 estados dos EUA mais o distrito de Columbia (da capital Washington D. C.) estão com a votação em curso nas midterms. As urnas começam a fechar a partir das 20 h, também no horário de Brasília.
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