Um ataque hacker sem precedentes atingiu mais de 500 supermercados na França. A invasão cibernética ocorreu em meio ao temor de sabotagem da Rússia, uma preocupação cada vez maior na Europa. “Nossa loja foi hackeada”, indicava o aviso. Corredores inteiros às moscas.
Prateleiras vazias. Já os lixos, lotados. Hackers aumentaram, à distância, a temperatura de milhares de geladeiras e freezers. “Sofremos um ataque cibernético. As temperaturas chegaram a 80 ºC”, contou o diretor de um dos mais de 500 supermercados atingidos. 📱Favorite o g 1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O ataque estragou alimentos, danificou geladeiras e freezers.
Alguns equipamentos até pegaram fogo - o que acionou o sistema de incêndio, provocando alagamentos dentro das lojas. Por toda a França, os prejuízos são estimados em milhões de euros. O órgão de combate a crimes cibernéticos abriu uma investigação. Especialistas explicaram que, hoje em dia, eletrodomésticos, como as geladeiras e freezers, usam programas de computador conectados à internet e, por isso, ficam expostos a invasões.
De acordo com uma fabricante desses programas, alguns aparelhos estão obsoletos e não conseguem mais receber atualizações de segurança. O ataque cibernético contra supermercados na França não tem precedentes. O governo está em contato com outras autoridades europeias.
Pelo menos mais cinco países teriam sido atingidos. Em setembro, o presidente Emmanuel Macron ordenou um reforço da segurança na infraestrutura crítica da França para protegê-la contra possíveis ataques híbridos da Rússia. Até agora, ninguém reivindicou a invasão cibernética aos supermercados.
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