O escritório da Globo em Londres se mudou, nesta segunda-feira (28), para um novo endereço no coração da cidade. Em 50 anos, a principal base do nosso jornalismo na Europa registrou acontecimentos históricos. Um trabalho que, nesse momento de turbulência global, se faz ainda mais necessário.
📱Favorite o g 1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia É quando todo mundo precisa fugir que a gente chega mais perto. A nossa missão é voar em direção à notícia. O trabalho de um correspondente começa quando o mundo tem mais dúvidas do que respostas.
São olhos que representam um Brasil inteiro em um primeiro contato com a História, com H maiúsculo. Uma produção de memórias ao vivo. E o cheiro fresco do amanhã, em forma de imagens. Os primeiros enviados à Europa - Sandra Passarinho e Orlando Moreira - desembarcaram no calor da notícia.
“Nós chegávamos de paraquedas no meio do maior acontecimento do mundo naquele momento”, conta Sandra Passarinho. A Revolução dos Cravos tomava as ruas de Portugal. Era o fim de uma ditadura sendo contado para um Brasil que ainda vivia os anos de censura do regime militar.
Logo depois, Londres se tornou a base principal dessa equipe. A cobertura internacional foi ganhando mais espaço, investimento e novos rostos. Correspondentes que viajaram pelos quatro cantos do planeta. “Com uma base na capital britânica adaptada com antenas enormes e fibras óticas, era assim que a notícia chegava até o Brasil.
E o espaço você já conhece. Era aqui o nosso ponto de encontro, todo dia, para descobrir o que acontece nesse mundão”, diz o correspondente Murilo Salviano. Só que esse mundo evoluiu. Está muito mais acelerado, virtual. O fluxo de informação nunca foi tão intenso e o trabalho profissional, de checagem dos fatos, de descobrir o que realmente interessa, se transformou em um ativo ainda mais importante.
E, se a era da internet exige uma apuração mais ágil, é hora de ficar mais perto da notícia. É por isso que, a partir de agora, a casa da Globo ganha um novo endereço. “Nós viemos para a área central de Londres. Mais perto do centro do poder, de onde partem decisões que sinalizam o futuro de guerras, de tendências políticas”, conta Murilo Salviano.
E com essa nova casa vem também um novo cenário. Uma base mais moderna para um tipo de trabalho que só existe em equipe. Repórteres, cinegrafistas, produtores, editores e os editores de imagem que transformam a notícia em televisão. “Tem imagem realmente que você, o telespectador, vai ver a imagem, não precisa falar nada.
Pode estar em silêncio a imagem. Uma imagem fala por si. Tipo o funeral da Rainha Elizabeth”, diz o editor de imagem Cesar Cardoso. O Cesinha está completando 30 anos no escritório de Londres e viu a transformação da correspondência: “Antigamente, dependia dos satélites, e a gente tinha só dez minutos de janela, de manhã, e 1 dezminutos à tarde.
Mas, agora, com a internet, o deadline é toda hora. GloboNews 24 horas. Do Hora Um ao JG, sem parar", conta. Não dá para parar porque quando a notícia vem direto da fonte, a nossa economia pode reagir mais rápido. Porque é preciso estar perto dos personagens do nosso tempo.
Dos avanços da ciência - que nos dão esperança - e ter uma escuta atenta - seja de um príncipe herdeiro ou de quem perdeu tudo nas maiores tragédias do século. “O nosso trabalho, como dizia o correspondente Ricardo Pereira, é tentar entender todas essas histórias, para tentar explicar na nossa língua, para a nossa gente”, diz Murilo Salvaiano.
Tarefa de um time que enfrenta um desafio permanente: o de se sentir estrangeiro em todo lugar até quando volta para casa. Jornalismo é a nossa missão. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional

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