O francês preso em flagrante na última segunda-feira (21/9) em Brignoles, no sudeste da França, com o corpo de uma modelo paulistana no carro , negou a autoria do crime , mostra um documento da promotoria francesa obtido peloMetrópoles .
O Ministério Público de Nice pediu a prisão preventiva de Mathieu, de 29 anos. Ele é suspeito de matar a modelo Larissa Brito , 25, que estavadesaparecida desde o domingo (20/9).
Natural de São Paulo , a jovem se mudou para a França há três anos e rapidamente iniciou um relacionamento com Mathieu, que durou cerca de cinco meses. Ela encerrou a relação após descobrir que o rapaz tinha envolvimento com o crime, e passou a ser perseguida por ele.
Larissa mudou de cidade e engatou um novo namoro, mas continuou alvo das perseguições. 4 imagens Fechar modal. 1 de 4
Mathieu, de 29 anos, preso em flagrante após a polícia francesa localizar o corpo da brasileira Larissa Brito no carro dele. Os dois namoraram por cinco meses Imagens cedida ao Metrópoles 2 de 4
Larissa Brito, de 25 anos, era modelo na França Imagem cedida ao Metrópoles 3 de 4
Natural de São Paulo, ela se mudou para a França há três anos Imagem cedida ao Metrópoles 4 de 4
Mãe de Larissa afirma que Mathieu perseguia a jovem após ela terminar o namoro Imagem cedida ao Metrópoles Encontrada morta
No último domingo (20/9), ela enviou uma mensagem para a mãe, que segue morando na capital paulista, dizendo que “Mathieu está aqui”. Após a mensagem, a modelo não retornou mais as tentativas de contato da genitora.
Liliane Brito Nogueira, mãe da vítima, contou aoMetrópoles que passou a ligar para o suspeito após não conseguir falar com a filha.
Quando atendia, o homem dizia que a modelo estava dormindo, até que a mulher ameaçou acionar as polícias brasileiras e francesas, o que fez com que ele bloqueasse o número dela. “Aí ele já tinha matado a minha filha”, lamentou.
No início da tarde dessa segunda-feira, a família registrou um boletim de ocorrência no país europeu, por meio de um intermediário, denunciando o desaparecimento da jovem.
Momentos depois, durante uma fiscalização alfandegária em Brignoles, agentes localizaram o corpo de Larissa no carro de Mathieu. Os indícios apontam que o crime ocorreu em Nice, antes de Mathieu deixar a cidade, possivelmente em direção à Savoia, onde ele nasceu.
Segundo a procuradoria francesa, a modelo foi encontrada escondida sob sacolas de roupas com várias lesões traumáticas e ferimentos por arma branca. Ela vai passar por uma autópsia para determinar as causas da morte. Suspeito negou o crime
O suspeito foi preso em flagrante, após não ter oferecido nenhuma explicação para a presença do corpo em seu veículo. Questionado pelas autoridades quando já estava sob custódia, Mathieu negou a autoria do crime.
Segundo o poder público francês, ele acumula condenações por diversos delitos de trânsito e infrações à legisção sobre entorpecentes. Agora, Mathieu responde por homicídio.
O caso é investigado pelo Serviço Local de Polícia Judiciária (SLPJ) de Nice com acompanhamento do Ministério Público da cidade. Leia também São Paulo Modelo paulistana é encontrada morta em carro de ex-namorado na França São Paulo “Não se matou”, diz avó de mulher achada morta com arma de marido PM São Paulo Empresário dos EUA é encontrado morto em quarto de hotel de São Paulo São Paulo Após ameaças, homem mata ex-namorada e tira a própria vida Limpou vestígios do apartamento
As autoridades francesas suspeitam que Larissa tenha sido morta por Mathieu no apartamento em que morava. Imagens de câmeras de segurança, ainda não divulgadas, teriam registrado o suspeito deixando o local com diversas sacolas.
Após o desaparecimento da modelo e a preocupação de familiares no Brasil, o namorado de Larissa foi até o apartamento da modelo e encontrou o imóvel esvaziado e limpo.
“Ele [Mathieu] lavou todo o apartamento para tirar todas as impressões [digitais] que tinha”, suspeita a mãe de Larissa.Mãe pede ajuda para trazer corpo ao Brasil
A mãe afirmou que ainda não foi contatada por nenhuma autoridade brasileira, e que só soube do caso porque o marido, policial civil, foi informado diretamente pela polícia francesa.
“Nenhuma polícia brasileira falou comigo, a não ser meus colegas (da Civil ), mas nenhuma autoridade brasileira tá me dando suporte”, contou.
Ela reconhece que o caso é recente, mas faz um apelo ao governo federal e pede ajuda para fazer o traslado do corpo da filha. “Preciso de ajuda para trazer o corpo da minha filha porque não tenho condições. Quero ver minha filha pela última vez”, pediu a mulher.
O Ministério das Relações Exteriores , por intermédio do Consulado-Geral do Brasil em Marselha, afirmou que acompanha o caso e está em contato com as autoridades locais e com a família, a quem tem sido prestada a assistência consular devida.

