Flávio mandou mensagem falando em 'dar um tempo', diz Rogério Marinho

Flávio mandou mensagem falando em 'dar um tempo', diz Rogério Marinho

O ex-coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta terça-feira (27) que não sabe o paradeiro do candidato derrotado. "Nós não temos ainda informações sobre o seu paradeiro, apenas algumas notícias que já saíram da imprensa, inclusive de outros países, que demonstram que pode ter havido um deslocamento do senador Flávio para um outro país", disse Marinho. Marinho disse ainda que a última vez que falou com Flávio foi na manhã desta terça por meio de mensagem de texto, onde o senador afirmou que "queria dar um tempo hoje". "Hoje pela manhã quando fomos procurados por vários veículos de imprensa, nós tentamos contactar o Flávio e as pessoas estavam no seu entorno, recebi por parte dele uma mensagem meu telefone, mensagem de texto, onde ele dizia que queria dar um tempo hoje e depois conversaria conosco. E pronto. Foi a única comunicação que eu tive com ele e foi por volta das oito da manhã". "Nós estivemos com ele ontem até as quatro da tarde, um pouco mais de quatro da tarde, um pouco menos, e conversamos com ele sobre a necessidade de agradecer os votos que ele teve, uma vez que no dia da apuração nós todos fomos impactados pelo resultado [...] Nós estamos surpresos". Durante a madrugada desta terça-feira (27), a imprensa da Argentina publicou que Flávio teria entrado no país e pegaria um voo particular de lá para os Estados Unidos. Autoridades brasileiras entraram em contato com o país vizinho para verificar se há algum indício de presença do senador em território argentino. O controle de imigrações do governo Milei afirmou ao g 1 que não há registro de entrada do senador Flávio Bolsonaro no país vizinho. ➡️A PF apura, como revelou o blog da jornalista Andreia Sadi no g 1, se o senador derrotado nas urnas no último domingo (25) deixou o Brasil, mesmo com a proibição do ministro Alexandre de Moraes. Flávio foi derrotado pelo atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno das eleições, realizado no último domingo (25). No dia seguinte, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o senador de deixar o país. Ele também determinou o cancelamento dos passaportes de Flávio emitidos no Brasil, e a entrega, em até 24 horas, de um eventual documento de identificação estrangeiro. O senador, no entanto, descumpriu a ordem. PF apontou risco de fuga A Polícia Federal (PF) apontou riscos "concretos e atuais" de fuga em pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apreender o passaporte e proibir a saída do país do candidato derrotado nas eleições presidenciais Flávio Bolsonaro (PL). Na avaliação da PF, três elementos centrais indicavam que Flávio Bolsonaro poderia deixar o Brasil sob a justificativa de suposta perseguição política: a manifestação pública e direta do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, recomendando ao irmão a saída do país; o expressivo poder econômico; ea existência de estruturas já estabelecidas no exterior que poderiam viabilizar permanência prolongada. Flávio Bolsonaro não entregou o passaporte, conforme determinação de Moraes. O prazo para que apresentasse o passaporte terminou às 11 h desta terça-feira (27). Proibição de deixar o país A decisão faz parte do processo em que Flávio é investigado pela relação com o advogado Willer Tomaz, em um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e apostas esportivas. O caso segue em sigilo de justiça. Os dois confirmam que são amigos, mas negam que sejam sócios — e qualquer irregularidade. Flávio Bolsonaro também é formalmente investigado em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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