Principal coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto, o senador Rogério Marinho (PL-RN) disse à coluna que aconselhará o presidenciável a não acionar o TSE contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Lula .
Marinho avalia que o anúncio, feito a 17 dias do primeiro turno das eleições, revela um “desespero” de Lula diante do avanço de Flávio nas últimas pesquisas. Apesar disso, há um temor de que o questionamento judicial da medida por Flávio seja mal interpretado pelo eleitor. 3 imagens Fechar modal. 1 de 3
O senador Rogério Marinho conversa com a imprensa após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha. Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova 2 de 3
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) adotou tom mais moderado diante do mercado e retomou ataques ao STF no 7 de Setembro Rebeca Ligabue/Metrópoles 3 de 3
Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho Carlos Moura/Agência Senado
“O que está acontecendo é puro desespero do Lula. Ele já deu subsídio para óleo diesel, o (ministro da Fazenda, Dário) Durigan está falando em terceiro Desenrola. Agora dizem que vão acabar com Bets, já acabaram com a taxa das blusinhas”, afirmou Marinho à coluna.
O coordenador da campanha disse que ainda não tinha conversado diretamente com Flávio sobre o assunto por volta do meio-dia da quinta-feira (17/9), mas reiterou que orientará o candidato a não acionar o TSE. “Se ele me ouvir, não vamos entrar na Justiça”, disse.
Na quinta-feira (17/9), Lula anunciou um reajuste de 15% nos benefícios do Bolsa Família. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti , o piso passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer a partir de outubro. Leia também Igor Gadelha Líder do PL reage a reajuste do Bolsa Família por Lula a 17 dias da eleição Igor Gadelha PT pede ao STF acesso à investigação sobre ACM Neto no Caso Master Igor Gadelha Lula gastou R$ 120 mil para alugar estádio em que lançou campanha Igor Gadelha Lula aumentou anúncios nas redes no dia em que STF começou a julgar Moraes
Moretti afirmou que a medida corrige o valor dos benefícios de acordo com a inflação, que acumulou 15, 04% entre o início do programa e agosto de 2026. Pela legislação, só é permitido corrigir benefícios sociais pela inflação durante a eleição, sem aumento real.

