Arruda minimiza condenações e promete fechar agências do BRB

Arruda minimiza condenações e promete fechar agências do BRB

José Roberto Arruda (PSD), candidato ao governo do Distrito Federal, passou por sabatina no DF 1, na manhã desta quinta-feira (17). Na entrevista, Arruda minimizou suas condenações de improbidade administrativa e prometeu fechar agências do Banco de Brasília (BRB) (veja mais abaixo).

✅ Clique aqui para seguir o canal do g 1 no WhatsApp Na segunda-feira, a Globo entrevistou Leandro Grass (PT); veja aqui. Já na terça-feira, foi a vez de Celina Leão (PP); veja aqui. Na quarta-feira, Paula Belmonte (PSDB) foi entrevistada; veja aqui. Os entrevistados são os candidatos mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto, divulgada pelo Datafolha na sexta (11).

Candidatura A primeira pergunta feita ao candidato foi se ele considera que está preparado para assumir a gestão pública depois de 16 anos longe da política, com novos desafios e uma capital federal diferente da que ele conhecia quando deixou o GDF em 2010. Arruda citou alguns feitos de seu governo, como a expansão do metrô, e afirmou que em um novo governo insistiria na melhoria da mobilidade do Distrito Federal.

“A mobilidade de Brasília, na minha visão, passa necessariamente por novas linhas de metrô e por duas obras rodoviárias fundamentais. Há interbairros que eu deixei o projeto pronto”, disse. Crise no BRB Arruda disse que seria leviano ter uma solução definitiva para o Banco de Brasília (BRB) sem ter o balanço.

"Admitindo-se que o balanço gere condições de recuperação do banco, eu tomaria algumas medidas: primeiro, fechar as 19 agências fora de Brasília; acabar com esses patrocínios esdrúxulos de time de futebol de fora, prêmio de Fórmula 1, sala VIP de bacana; reduzir o banco a sua missão fundamental, que é Brasília e o Entorno", disse.

Segundo ele, é "fundamental" aplicar o Fundo Constitucional (FCO) no BRB, através de um entendimento com o governo federal. "São 15 bilhões de reais ano para serem aplicados no BRB". "A minha visão, qualquer que seja o presidente eleito, eu o procurarei pra tentar viabilizar essa medida.

O BRB é um instrumento fundamental para o desenvolvimento econômico da região. É uma pena que isso tenha acontecido", falou. Operação Caixa de Pandora e condenações O candidato foi confrontado sobre os processos relativos a Caixa de Pandora, e porquê o eleitor deveria confiar a gestão do orçamento público do DF a ele.

Ao responder a questão, Arruda minimizou a gravidade do processo, alegando que a denúncia original era de ter recebido R$ 20 mil. "Eu recebi R$ 20 mil, dois anos antes de ser governador e o próprio TRE, que agora teve essa decisão ruim, foi quem anulou as provas, a pedido do Ministério Público.

Mas sem entrar no mérito, gente, eu já fiquei 16 anos fora. A lei prevê o máximo de 12 anos. Tudo que é muito é demais né? Pela decisão do TRE, eu teria que ficar 30 anos fora. Pelo amor de Deus tá demais", diz Arruda. Ele justificou sua candidatura afirmando que tem experiência política e administrativa.

"Eu, jovem ainda, fui diretor da CEB, da Novacap, fui secretário no Roriz, onde eu aprendi muito. Eu ajudei o governador Roriz construir nove cidades, construí um metrô, fui acumulando experiências. Fui senador, fui líder do Fernando Henrique, fui deputado federal".

Arruda disse que fez 2. 300 obras em três anos de governo. "As obras começavam e terminavam. Você vê esse viaduto do sudoeste que tem quatro anos que eles estão fazendo. Estão demorando mais para fazer o viaduto do sudoeste do que o Juscelino demorou para construir Brasília inteira.

Dessas 2. 300 obras, são mil salas de aula em mil dias de governo. Eu tinha 200 escolas de educação integral. Eu construí o Hospital de Santa Maria, de 400 leitos. Foi o último hospital construído em Brasília. Passaram 16 anos, não fizeram mais nada", afirma.

Ao ser lembrado pelos entrevistadores de que a condenação sobre a Caixa de Pandora é um fato, Arruda disse que o processo está em fase de recurso. "'Esta prova usada já foi anulada em segundo grau na instância criminal. Prova nula na esfera penal não pode ser usada na esfera cível.

Simples assim", diz. "Infelizmente meus processos demoraram anos para serem julgados e ainda há processos pendentes. Mas eu não tenho dúvida que isso será resolvido. Agora, o mais importante, o que a lei diz, é que você pode ficar oito anos fora. Mesmo que não haja conexões, o máximo é de 12 anos.

Eu já fiquei 16 anos. Quer dizer, é perpétuo? Alguma coisa está errado nisso. Por causa de R$ 20 mil? Juizado de pequenas causas. Mas eu respeito a Justiça, respeito às decisões judiciais. Exerci o meu direito de defesa e eu estou aqui, não é para olhar para o retrovisor", firma Arruda.

Propostas Arruda disse que Brasília cresceu e "acumulou problemas". Ele afirmou que o último hospital construído no DF foi em seu governo, o Hospital de Santa Maria, e que ele pretende construir mais. Arruda também afirmou que pretende construir quatro novas linhas no metrô e voltar com escolas em tempo integral.

"Estou propondo projetos objetivos, equacionado, com recursos pré-estabelecidos", diz. Saúde Sobre saúde, Arruda foi perguntado sobre quais medidas tomaria para atrair médicos, já que a capital enfrenta escassez de profissionais na rede pública. Arruda respondeu que é preciso aumentar salários dos profissionais da saúde e afirmou que o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) “está sendo gerido de forma caótica”, apesar de considerá-lo “necessário”.

Disse ainda que pacientes de Brasília estão buscando atendimento em Goiás e que isso é uma “vergonha”. “Precisa mudar a gestão do Iges colocar transparência, precisa digitalizar a saúde de Brasília. [...] Tem que botar ordem na saúde. Eu vou contratar todos os servidores já concursados.

Vou abrir um contrato de emergência para médico, melhorando o salário dos médicos, dos enfermeiros, dos auxiliares de enfermagem para que a gente tenha uma saúde pública de qualidade. Não se faz saúde sem médico, não se faz educação sem professor, simples assim”, declarou.

Arruda também foi questionado sobre como fecharia as contas do governo com as novas contratações e construções de hospitais que prometeu em seu plano de governo. O candidato respondeu que o atual governo de Brasília “consome grande parte da verba para o seu próprio sustento”.

Afirmou que, caso seja eleito, vai entregar aluguéis caros, reduzir cargos comissionados, reduzir o número de secretarias e revisar todos os contratos de prestadores de serviço. *Esta reportagem está em atualização. Leia mais notícias sobre a região no g 1 DF.

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