Um jatinho com 9 pessoas, incluindo 4 membros de uma mesma família e a copilota brasileira Nathalia Gadelha Filgueiras, caiu em uma área residencial na Flórida. A família estava com marido e esposa, junto de seus dois filhos de 2 e 4 anos. Também estavam no avião duas amigas, além de uma babá que cuidava dos filhos do casal. A copilota brasileira tinha 20 anos, obteve sua licença de piloto aos 17, antes mesmo de conseguir habilitação para dirigir. Quatro integrantes de uma mesma família, uma babá e duas amigas próximas estavam no jatinho que caiu em uma região residencial ao norte de Miami, na Flórida. Uma publicação no Facebook de uma das vítimas confirmou as informações. Segundo o comunicado, os familiares eram: Pai: Adam Robinson, de 44 anos; Mãe: Helen Sharp; Filha: Emma Robinson, de 4 anos; Filho: Charlie Robinson, de 2 anos. Também estavam no avião as amigas Rachael Reed, Charmi Fehr e a babá Anita Maria Cetina. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g 1 Joseph Abruzzo, administrador do condado de Palm Beach, onde aconteceu a queda do avião com 9 pessoas a bordo, afirmou que ainda não há prazo para a identificação oficial de todos os ocupantes. “As equipes estão trabalhando na coleta e na análise. Será necessário fazer alguns exames de DNA. É um processo demorado, então eu não tiraria nenhuma conclusão de imediato”, disse Abruzzo em uma coletiva. Antes, o investigador responsável pelo caso, Timothy Montville, afirmou que o maior desafio neste momento é retirar os "principais destroços da cratera causada pelo impacto na pista". O avião, um Learjet 60, era uma aeronave particular que havia decolado do aeroporto de Austin, no Texas, às 9 h 36 do horário local (12 h 36 em Brasília), com destino às Bahamas. O avião tinha nove pessoas a bordo. A última velocidade registrada, já durante a queda, foi de cerca de 430 km/h, segundo o FlightRadar. Brasileira era copilota do avião Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, filha de brasileiros, era copilota do avião. A informação foi confirmada ao g 1 por familiares da jovem. Nathalia ganhou destaque na imprensa americana em 2023, quando conquistou sua licença de piloto particular aos 17 anos, antes mesmo de obter a habilitação para dirigir. Na época, ela cursava o último ano do ensino médio na West Boca Raton High School, na Flórida, e foi entrevistada pela emissora americana CBS 12 News sobre sua trajetória na aviação. Segundo a reportagem, enquanto outros adolescentes de sua idade praticavam esportes ou aproveitavam os fins de semana com amigos, Nathalia dedicava boa parte do tempo a pilotar aviões. “Eu até me gabo disso, porque as pessoas dizem: ‘Ah, você não sabe dirigir’, e eu respondo: ‘É, mas sei pilotar’”, contou à emissora. O interesse pela aviação começou cedo. Segundo a reportagem, Nathalia iniciou seus estudos teóricos sobre pilotagem em 2020, quando estava prestes a entrar no segundo ano do ensino médio. Ela também foi influenciada pelo pai, que havia começado a pilotar por lazer em 2018 e compartilhava seus conhecimentos sobre aviação com a filha. A formação incluiu aulas teóricas, simuladores de voo, exercícios práticos e provas de conhecimentos técnicos. Em setembro de 2023, Nathalia conquistou sua licença de piloto particular. Na época da entrevista, já havia acumulado 88 horas de voo e podia pilotar aeronaves particulares sozinha ou transportar passageiros, desde que não recebesse pagamento pelo serviço. A formação foi custeada pelo distrito escolar de Palm Beach County, por meio de sua academia de aviação, que oferecia aulas e treinamentos a estudantes do ensino médio. Em entrevista à CBS 12 News, Nathalia contou que gostava de fazer algo diferente dos colegas e considerava mais interessante pilotar um avião do que dirigir um carro. “Algumas pessoas acham estranho que eu consiga pilotar aviões, mas não saiba dirigir um carro. Acho engraçado e agora quero muito tirar minha carteira de motorista”, disse. Na ocasião, ela tinha previsão de obter a habilitação para dirigir em novembro daquele ano. 🔎 Nos EUA, a idade mínima para obter uma licença de piloto particular é de 17 anos, segundo a Administração Federal de Aviação (FAA). Para isso, o candidato precisa cumprir os requisitos de treinamento, acumular pelo menos 40 horas de voo na modalidade regular de formação e ser aprovado em exames teóricos e práticos. Já a licença de piloto comercial pode ser obtida a partir dos 18 anos e exige, em regra, pelo menos 250 horas de voo. Para atuar como copilota de jatos executivos, também são necessárias habilitações e qualificações específicas, que variam conforme a aeronave e o tipo de operação. Segundo Nathalia, seu objetivo profissional era se tornar piloto de uma companhia aérea comercial ou trabalhar na aviação executiva, pilotando jatos particulares. Nas redes sociais, Nathalia também compartilhava momentos de sua rotina na aviação e comemorava conquistas profissionais. Em uma publicação de março de 2026, a jovem apareceu na cabine de comando de uma aeronave, segurando um documento. “Piloto em comando do Learjet 60! Toda a glória a Deus! Amém!”, escreveu na legenda. Últimos momentos antes da queda Um áudio da comunicação entre a tripulação e os controladores de tráfego aéreo registrou os momentos que antecederam a queda do avião. Na gravação, uma voz feminina relata problemas com gelo e turbulência durante o voo. Pouco depois, a tripulante declara emergência e informa que o avião estava perdendo altitude rapidamente. “Mayday, Mayday! Estamos descendo 10 mil pés por minuto”, diz a mulher.🔎 O Mayday é uma chamada internacional de socorro utilizada em situações de emergência grave, quando uma aeronave precisa de assistência imediata. Na sequência, a tripulante informa que o avião estava em uma condição de velocidade excessiva e perdia altitude a uma taxa de 20 mil pés (cerca de 6 km) por minuto. Em seguida, uma das falas mais dramáticas da gravação: “Vamos bater no chão”. Em outro trecho, a mulher grita: “Olhe lá fora, Jack, olhe lá fora! Estamos sem tempo”. Ainda não há confirmação de que a voz feminina registrada no áudio seja de Nathalia. O Learjet 60 havia decolado de Austin, no Texas, às 9 h 36 do horário local (12 h 36 em Brasília), com destino às Bahamas. O avião caiu às 12 h 50 (16 h 50 em Brasília), em uma área residencial de Greenacres, no condado de Palm Beach. O impacto provocou uma explosão, abriu uma cratera no asfalto e espalhou destroços pela região. As causas da queda ainda são investigadas pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB), com apoio da Administração Federal de Aviação (FAA). O NTSB realizará uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (2), às 15 h (horário de Brasília), para apresentar informações sobre a investigação. Segundo o NTSB, a coletiva abordará os procedimentos da investigação e as atividades previstas para os próximos dias no local do acidente. Especialistas apontam que a formação de gelo e a turbulência podem ter contribuído para o acidente, mas ressaltam que ainda não há uma conclusão sobre o que provocou a queda.
Família do Texas, 2 amigos e babá morreram na queda de jato
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