Idealizadora da Varanda de Nazaré , a cantora Fafá de Belém deu um novo passo no projeto ao lançar, nessa sexta-feira (4/9) o Encontro das Nazarés em Lisboa . Com a iniciativa, a artista quer aproximar Portugal e Brasil em torno da devoção a Nossa Senhora de Nazaré. 8 imagens Fechar modal. 1 de 8
Devota de Nossa Senhora de Nazaré, a cantora Fafá de Belém, de 69 anos, é a grande idealizadora da Varanda de Nazaré, um projeto cultural e turístico que acontece anualmente em Belém, no Pará, durante o Círio de Nazaré, há 15 anos Instagram/ @_aryannealmeida 2 de 8
Em 2026, o evento chega na 16 º edição, com tema “Coragem que floresce na fé", sobre a força das Icamiabas Instagram/ @_aryannealmeida 3 de 8
Batizada como Fátima porque o pai dela era devoto de Nossa Senhora de Fátima, a artista revelou que, quando cresceu, essa devoção foi “transferida” para Nazaré Instagram/ @_aryannealmeida 4 de 8
Ao Metrópoles, ela contou que, como todo paraense, nasceu “no colo de Nossa Senhora” Instagram/ @_aryannealmeida 5 de 8
Ao sair de Belém com 18 anos, Fafá continuou participando do Círio de Nazaré que acontecia no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca Instagram/ @_aryannealmeida 6 de 8
Ela afirmou que os paraenses “não conseguem viver fora disso” e explicou a importância da Nossa Senhora de Nazaré tanto para ela, quanto para os paraenses Instagram/ @_aryannealmeida 7 de 8
Fafá de Belém acredita que sua história mais poderosa com a santa é ter chegado ao 16 º ano consecutivo da Varanda de Nazaré Instagram/ @_aryannealmeida 8 de 8
Segundo a cantora, apesar de todos os percalços e tentativas desvios do sentido da parte de outras pessoas, Nossa Senhora de Nazaré mostra a ela o que vai dar errado Instagram/ @_aryannealmeida
Um dos grandes momentos do projeto está marcado para acontecer nesta terça-feira (8/9), quandoa cantora vai participar das Festas em Honra de Nossa Senhora de Nazaré ao lado de nomes portugueses como Jorge Fernando, Fábia Rebordão e Fernando Pereira.
O Encontro nasce da constatação de que a mesma fé une devotos nos dois lados do Atlântico: em Portugal, ligada há séculos ao Santuário e à vila do Sítio; em Belém, incorporada à cultura popular através do Círio de Nazaré, cuja tradição remonta a cerca de 1700 e teve seu primeiro cortejo oficial em 1793. Leia também Fábia Oliveira Fafá de Belém se despede do cantor Luís Represas: “Amigo querido” Teatro Lucinha Lins teve medo de interpretar Fafá de Belém em musical Música Fafá de Belém festeja a diversidade em estreia no Circo Voador Celebridades Fafá de Belém explica devoção por Nazaré: “Fé livre e não punitiva”
Em junho deste ano, oMetrópoles participou do evento de lançamento da Varanda de Nazaré, quando Fafá revelou que, pela primeira vez, iria levar o projeto para o Santuário de Nazaré, em Portugal. Na ocasião, a cantora ressaltou que “o legado de Nazaré é livre e que todos são recebidos nos santuários dela” . Para ela, o projeto no país europeu pode retomar a leveza da fé. Círio de Nazaré
Devota deNossa Senhora de Nazaré , Fafá de Belém, de 70 anos, idealizou a Varanda de Nazaré , projeto cultural e turístico realizado anualmente em Belém , durante o Círio de Nazaré. Em atividade há 15 anos, o evento chega à 16 ª edição em 2026 com o tema“Coragem que floresce na fé” , inspirado na força das Icamiabas (leia mais abaixo) . Batizada como Fátima em homenagem à devoção do pai por Nossa Senhora de Fátima, a artista revelou que, com o passar dos anos, essa ligação foi “transferida” para Nazaré. AoMetrópoles , ela contou que, como todo paraense, nasceu “no colo de Nossa Senhora”. “O primeiro Círio é no colo de alguém, abraçado no colo da mãe ou da avó. O segundo Círio já é sentado em batente ou em uma janela, segurado pela família. E aí aquilo começa a fazer parte da sua vida”, explicou. Ao deixar Belém aos 18 anos, Fafá manteve a tradição de participar das celebrações do Círio de Nazaré, inclusive das realizadas no Rio de Janeiro. Segundo a cantora, os paraenses carregam essa devoção para onde forem. Ela também destacou a relação próxima que os fiéis constroem com Nossa Senhora de Nazaré, vista como uma presença constante no dia a dia e nas dificuldades da vida. “Ela é ‘Naza’, ‘Nazinha’, ‘Nazoca’, ‘Nazarezinha’. Ela é humana, ela é uma colega, uma pessoa para quem a gente pede coisas impossíveis, para quem a gente entrega causas consideradas insolúveis. Então, ela tem de nós uma confiança, um respeito, um amor e uma certeza que ela resolverá […] O mais importante é que é uma fé livre, uma fé feliz. Não é uma fé punitiva”, falou. Realizado há mais de 200 anos, o Círio de Nazaré é a maior manifestação religiosa do Brasil e uma das maiores do mundo . O evento, inclusive, é reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco . Fafá avalia que a criação da Varanda contribui tanto para a procissão quanto para os fiéis e para Belém. “É uma marca da cidade, faz parte da população oficial da cidade, de forma extra-oficial […] É tradição. Uma tradição que independe da idade. É um mix de pessoas e de tribos muito diversas. Mas, eu sei que, quando o povo passa embaixo, olha [para a Varanda] e se reconhece. E é isso que eu quero”, admitiu. Fafá quer que as varandas permaneçam mesmo “após o corpo”.Para ela, a importância de ter olhares voltados para uma procissão, uma manifestação de fé em que a alegria permeia e até antecede o sofrimento, é enorme . “Está todo mundo ali carregando a corda, mas sorrindo. Suando, mas com um sorriso e cantando”, disse aoMetrópoles . Varanda de Nazaré 2026 OMetrópoles acompanhou o encontro intimista promovido pela cantora para o lançamento da Varanda de Nazaré 2026. Com comidas típicas do Pará e muita música, Fafá abriu as portas de sua casa para receber os convidados. No evento, ela revelou o tema da 16 ª edição do projeto, que acontece em outubro:a força das Icamiabas , lendárias guerreiras amazônicas que, segundo a tradição, modelavam os muiraquitãs — amuletos em forma de sapo que se tornaram símbolos de proteção para os povos da Amazônia. O Fórum Varanda da Amazônia , que faz parte da programação idealizada pela cantora, chega ao seu 4 º ano em 2026. O tema, que conversa diretamente com a Varanda, vai ser “Amazônia, substantivo feminino”. Ambos projetos querem, este ano, reforçar o tamanho da grandeza ancestral feminina na Amazônia.

