'Eram a luz da vida dos pais': quem eram o casal e os filhos mortos em queda de jatinho

'Eram a luz da vida dos pais': quem eram o casal e os filhos mortos em queda de jatinho

Adam Robinson, de 44 anos, a mulher, Helen Sharp, e os dois filhos do casal, Emma, de 4 anos, e Charlie, de 2, estavam entre as nove pessoas que morreram na queda de um jatinho particular em uma região residencial de Greenacres, no condado de Palm Beach, na Flórida, no domingo (1 º). A família morava em Austin, no Texas, e viajava para as Bahamas quando o Learjet 60 caiu. Adam era empresário do setor de tecnologia e comandava três empresas. Helen trabalhava com relações públicas e havia aberto recentemente um ateliê de cerâmica. Nas redes sociais, os dois compartilhavam momentos da vida em família, incluindo registros dos filhos ainda pequenos. A morte dos quatro foi confirmada em um comunicado conjunto divulgado pelas famílias das vítimas. Na homenagem, os familiares descreveram Adam e Helen como pais dedicados e disseram que Emma e Charlie "eram a luz da vida do casal". "Helen e Adam eram um amor que vai durar para sempre", afirmou o irmão de Adam, Anthony Robinson, em uma publicação nas redes sociais. Os familiares também destacaram o carinho, a generosidade e a capacidade do casal de fazer as pessoas se sentirem bem-vindas. Segundo a homenagem, essas características marcaram a vida de muitas pessoas próximas, e a perda será profundamente sentida por todos que os amavam. Adam Robinson era empresário do setor de tecnologia Naturalmente ligado ao empreendedorismo, Adam Robinson construiu sua carreira no mercado financeiro e no setor de tecnologia. De acordo com seu perfil no LinkedIn, ele estudou economia e literatura espanhola na Rice University, no Texas, entre 1999 e 2003. Durante a faculdade, também integrou o time universitário de basquete. Antes de empreender, trabalhou como operador de credit default swaps (CDS) no Lehman Brothers e no Barclays Capital. O CDS é um contrato financeiro que funciona como uma espécie de proteção contra o risco de calote de uma dívida. Depois, passou a investir na criação de empresas de tecnologia. Foi cofundador e presidente-executivo da Robly, companhia de marketing por e-mail e automação de campanhas, que chegou a uma receita anual de oito dígitos, segundo as informações que ele próprio publicou no LinkedIn. Adam também fundou a Retention. com, empresa que desenvolve ferramentas para ajudar lojas virtuais a identificar visitantes de seus sites e ampliar as estratégias de publicidade e marketing. Posteriormente, lançou a RB 2 B, que permite identificar profissionais que visitam páginas na internet e compartilhar informações sobre esses potenciais clientes com empresas. Ele também comandava a MoltSets, que oferece dados de contato profissionais, como endereços de e-mail corporativos e números de telefone. Em seu perfil profissional, Adam se descrevia como um empreendedor interessado em construir empresas enxutas, lucrativas e com crescimento acelerado, sem depender de investimentos externos. O empresário continuava trabalhando até os últimos momentos. Segundo a Fox News, uma de suas últimas publicações no LinkedIn foi feita no próprio domingo (1 º), dia do acidente. Nela, comemorou que a RB 2 B havia alcançado US$ 10 milhões em receita recorrente anual, indicador que estima quanto uma empresa recebe em um ano com receitas que se repetem regularmente. Na mesma publicação, informou que a MoltSets estava próxima de atingir US$ 1 milhão em receita recorrente anual. Adam também anunciou que participaria de um debate ao vivo na terça-feira (3) com um amigo, Jesse Ouellette, para discutir se as duas empresas deveriam continuar funcionando separadamente ou ser reunidas. O encontro não aconteceu. As empresas comandadas por ele também publicaram uma homenagem. Em comunicado, Retention. com, RB 2 B e MoltSets o descreveram como um amigo, mentor e líder de personalidade forte, que se importava profundamente com as pessoas ao seu redor. Helen Sharp era empresária, trabalhava com relações públicas e era artista de cerâmica Helen Sharp trabalhava com relações públicas e era fundadora da Influential PR, uma agência de comunicação criada em 2019 para divulgar histórias de marcas sustentáveis e empresas com propósitos sociais e ambientais. A empresa se apresentava como uma agência especializada em relações públicas para marcas orientadas por causas e sustentabilidade. Segundo a descrição institucional, o trabalho combinava planejamento estratégico e construção de conexões entre marcas e seus públicos. A agência também afirmava ter crescido rapidamente desde a fundação, principalmente por indicações de clientes, e conquistado a confiança de jornalistas e publicações especializadas. Além da carreira na comunicação, Helen também se dedicava à produção artística. Segundo o The New York Times, ela havia aberto recentemente um estúdio de cerâmica. Em seu perfil profissional e nas redes sociais, apresentava-se como artista de cerâmica escultórica e destacava a produção de peças artesanais exclusivas, feitas à mão em Aspen. Helen estudou história da arte e antropologia na University of Arizona, entre 2004 e 2008. Durante a graduação, participou de atividades voluntárias, incluindo projetos da Habitat for Humanity e da Arizona School for the Deaf and Blind. Também passou um período na Universidad de Belgrano, na Argentina, em 2008, onde estudou espanhol avançado, literatura latino-americana e história da arte latino-americana. Antes da universidade, frequentou a Episcopal High School, entre 2000 e 2004, período em que participou de atividades esportivas e de projetos de voluntariado. Helen costumava compartilhar vídeos de suas criações e registros do processo de produção. Diferentemente do marido, que publicava frequentemente sobre negócios e empreendedorismo, ela mantinha um perfil mais voltado ao trabalho artístico e à família. Fotografias e vídeos publicados nas redes sociais mostram momentos do casal com Emma e Charlie. Em uma das imagens, Helen aparece grávida ao lado de Adam. Em outras, ela posa com a filha ou compartilha momentos das crianças durante atividades em família. Emma e Charlie eram os filhos pequenos do casal Emma Robinson tinha 4 anos, e Charlie Robinson, 2. Os dois foram descritos pelos familiares como o centro da vida dos pais. A família vivia em uma região de Austin conhecida pelas casas de estilo bangalô e pelas árvores de carvalho, a oeste do centro da cidade, segundo o The New York Times. Kevin Sims, que vendeu uma casa aos Robinson em 2019, contou ao jornal que conhecia a família e se lembrava de ter visto os quatro juntos durante o Halloween. "Elas eram pessoas excepcionais", afirmou Sims, ao descrever a família como jovem, dinâmica, gentil, generosa e acolhedora. As publicações de Helen nas redes sociais também registravam o crescimento das crianças e passeios em família. Babá e duas amigas também morreram no acidente Além dos quatro integrantes da família Robinson, estavam no avião Anita Maria Cetina, babá das crianças, e o casal de amigos Rachael Reed e Charmi Fehr. Em comunicado conjunto, os familiares afirmaram que Anita cuidava de Emma e Charlie com carinho e dedicação e que era considerada parte da família. A homenagem destacou o legado de amor e cuidado deixado por ela. O casal de amigos, Rachael e Charmi também foram lembrados na manifestação. Segundo a publicação do irmão de Adam, Anthony Robinson, as duas eram pessoas cheias de alegria e espírito aventureiro, que amavam intensamente as pessoas próximas. O avião também era ocupado por dois pilotos: Jeff Gregory, que estava no comando, e Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, copilota brasileira, filha de brasileiros. Segundo o The New York Times, Gregory era um piloto experiente, com anos de atuação na aviação, de acordo com uma ex-empregadora. Já Nathalia havia acumulado mais de 1, 3 mil horas de voo e conquistado sua licença de piloto aos 17 anos, segundo a mãe, Camila Corteleti. A jovem trabalhava para a Upper Jets, empresa de fretamento de aeronaves particulares sediada em Fort Lauderdale. O Learjet 60 havia partido de Austin com destino ao aeroporto de North Eleuthera, nas Bahamas. Durante o voo, a tripulação relatou a presença de gelo e turbulência e, pouco depois, declarou emergência aos controladores de tráfego aéreo. A aeronave perdeu altitude rapidamente e caiu em uma área residencial da Flórida. As nove pessoas que estavam a bordo morreram. As causas do acidente ainda são investigadas pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB), com apoio da Administração Federal de Aviação (FAA).

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