Emissoras barradas dizem ter sido liberadas para voltarem à Casa Branca

Emissoras barradas dizem ter sido liberadas para voltarem à Casa Branca

Os veículos de comunicação americanos MS NOW e CNN afirmaram nesta quinta-feira (24) que receberam autorização para voltar a ter acesso à Casa Branca, em Washington. A informação foi divulgada depois de jornalistas dos dois veículos e do site Politico terem sido barrados ao tentar entrar na sede do governo dos Estados Unidos, apesar de uma decisão judicial que determinava a liberação do acesso.

✅ Siga o canal de notícias internacionais do g 1 no WhatsApp Na quarta-feira (23), um juiz federal determinou que o governo do presidente Donald Trump devolvesse imediatamente as credenciais de imprensa dos três veículos e permitisse novamente o acesso à Casa Branca.

O juiz Tim Kelly determinou que a restrição não poderia ser aplicada durante 14 dias, enquanto o processo movido pelos veículos de comunicação contra o governo tramita na Justiça. Nesta quinta-feira, porém, um repórter do Politico foi novamente impedido de entrar na Casa Branca, segundo o próprio portal.

CNN e MS NOW também relataram que seus jornalistas enfrentaram restrições. Trump proibiu entrada de jornalistas críticos Os três veículos haviam sido proibidos pelo governo Trump de entrar na Casa Branca na sexta-feira passada (18). Jornalistas credenciados costumam ter acesso diário ao espaço para acompanhar pronunciamentos e reuniões, além de apurar informações com autoridades e funcionários públicos.

Segundo Trump, os três meios eram responsáveis por disseminar desinformação a seu respeito. Como justificativa ao bloqueio, a Casa Branca alegou que o acesso às dependências eram um privilégio, não um direito. Na decisão, Kelly afirmou que a proibição provavelmente é inconstitucional.

O juiz também rejeitou a justificativa apresentada pelo governo de que a medida teria sido motivada por questões de segurança nacional. Não há suporte factual suficiente para afirmar que a retirada das credenciais dos veículos protegeria a segurança nacional, disse o juiz, ou que o restabelecimento do acesso representaria uma ameaça.

A decisão judicial é temporária e vale enquanto o processo continua na Justiça americana. Com informações de Reuters

Leia a matéria completa em g1.globo.com

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