Dias antes de ser alvo da Polícia Federal (PF) na segunda-feira (14/9), o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) anunciou que teria tido o celular roubado em São Paulo, na sexta-feira (11/9).
Cezinha chegou a publicar um vídeo nas redes sociais para reclamar do furto. Segundo ele, em apenas 15 minutos, os criminosos acessaram suas contas bancárias e alteraram a senha de seu WhatsApp. 3 imagens Fechar modal. 1 de 3
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Deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto 3 de 3
Deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) Crédito/Câmara dos Deputados
“Essa sexta-feira eu senti na pele o que a falta de segurança pode causar para o cidadão brasileiro. Em plena Avenida Paulista, furtaram o meu celular. Tomaram assim, mas muito rápido. Em apenas 15 minutos, eles acessaram todas as minhas contas, cartão de crédito, trocaram a senha do meu WhatsApp, a senha do meu celular. E foi uma devastação total”, relatou Cezinha no vídeo, postado no fim de aemana.
O deputado é um dos membros ativos da Frente Parlamentar Evangélica na Câmara e um dos aliados próximos do ministro André Mendonça , em guerra aberta contra a ala de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal. Leia também Igor Gadelha Deputado alvo da PF por ordem de Dino é aliado de primeira hora de Mendonça Igor Gadelha O pessimismo dos aliados de Mendonça quanto à sessão da terça sobre Moraes Igor Gadelha STF enfrentará crise independentemente do resultado da sessão sobre Moraes Igor Gadelha Aliados de Flávio questionam coincidência de data em decisão de Dino
A autorização para a operação contra Cezinha partiu do ministro Flávio Dino . A ordem foi assinada há duas semanas, em 5 de setembro. Três dias antes, em 2 de setembro, Mendonça derrubou o sigilo do relatório que mostrava conversas de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro e remeteu o caso à presidência da Corte. Operação Transparência
A operação desta segunda-feira, batizada de Transparência pela PF, apura um grupo suspeito de negociar o pagamento de valores expressivos em troca de suposta influência sobre decisões judiciais.
Segundo a investigação, integrantes do grupo teriam procurado terceiros e acertado pagamentos que dependiam do resultado de processos em andamento. Em troca, alegavam que poderiam influenciar as decisões.
A investigação começou em dezembro de 2025 para apurar possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares. No decorrer das diligências, a PF encontrou indícios que levaram à abertura dessa nova frente, voltada à suposta negociação de influência em processos judiciais.

