O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos EUA criticou a decisão do governo americano de conceder vistos ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e familiares. Após ser derrotado na eleição presidencial o senador viajou à Argentina nesta terça-feira (27). Ele embarcou em voo particular com destino aos Estados Unidos, segundo informou o governo argentino. Políticos democratas questionaram o asilo ao parlamentar, que é investigado por suspeita de corrupção. Eles afirmaram que perder eleição não justifica pedido de refúgio. O presidente Donald Trump aprovou a viagem nesta quarta-feira (28) e criticou a eleição brasileira. O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, ligado aos democratas, criticou a decisão do governo americano de conceder vistos ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e a seus familiares. Em publicação nas redes sociais, o grupo comparou o tratamento previsto para o brasileiro à política migratória dos Estados Unidos em relação a pessoas que fogem de conflitos no Sudão e no Haiti. “Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou do conflito no Haiti, mas Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro. Aparentemente, fugir da violência não se qualifica. Negar os resultados eleitorais, sim”, afirmou o comitê. ➡️ O senador, derrotado nas últimas eleições presidenciais do Brasil, no domingo (25), viaja com a esposa e as famílias aos EUA. O governo da Argentina confirmou que a família embarcou em um avião particular que partiu do país na noite desta terça-feira (27). Políticos democratas também publicaram críticas nas redes sociais à possibilidade de o brasileiro obter asilo nos EUA. Em publicação na rede social Threads, o candidato democrata Isaiah Martin criticou a possibilidade de acolhimento do senador brasileiro nos Estados Unidos. Martin chamou Flávio de “imigrante ilegal criminoso” e afirmou que os contribuintes americanos arcariam com os custos para proteger a família Bolsonaro e suas viagens pelo país. "Agora, o contribuinte americano vai arcar com os custos para proteger sua família criminosa e suas viagens de luxo pelo nosso país", afirmou. Outro democrata, o deputado Joaquin Castro, também questionou a possibilidade de Flávio obter asilo nos Estados Unidos. “Perder uma eleição não é motivo para pedir asilo”, escreveu Castro no Threads. Na publicação, ele afirmou que o governo Trump estaria oferecendo um refúgio seguro ao senador, que é investigado no Brasil por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, além de ter sido obrigado por decisão judicial a entregar os passaportes. "O governo Trump deve explicações ao Congresso sobre seu papel em ajudar Bolsonaro a fugir do Brasil em desacordo com a legislação brasileira". SAIBA MAIS: Voo de Flávio Bolsonaro e família deixa Equador com destino a Miami, nos EUATrump diz que aprova ida de Flávio Bolsonaro aos EUAVeja quais são as investigações contra Flávio BolsonaroManifestação de Trump e do governo americano As manifestações ocorreram após o Departamento de Estado dos EUA informar, na terça-feira (27), que concederá vistos a Flávio Bolsonaro e a seus familiares, permitindo a entrada do grupo no país. Até o momento, o governo americano não informou se os documentos já foram emitidos. O governo argentino, em comunicado divulgado na madrugada desta quarta, afirmou que Flávio Bolsonaro entrou na Argentina junto da família na noite de terça. Esta foi a primeira confirmação oficial de que o senador deixou o Brasil, após um dia de rumores. A saída ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar, na noite de domingo, que o senador entregasse seus passaportes. Nesta quarta-feira (28), Trump também afirmou que aprova a ida do senador aos Estados Unidos. Questionado por jornalistas, o presidente disse considerar os integrantes da família “boas pessoas” e voltou a criticar a eleição presidencial brasileira de domingo (25). “Bem, eu aprovaria. Acho que eles são boas pessoas. A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível. Ela tem recebido avaliações ruins. Veja o que aconteceu com o mercado deles”, afirmou Trump. Críticas ocorrem às vésperas de eleições legislativas O Partido Democrata é o principal partido de oposição ao presidente Donald Trump, do Partido Republicano. As críticas ocorrem a menos de uma semana das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro, quando os americanos vão eleger representantes para toda a Câmara e parte do Senado. A votação é considerada importante para definir o equilíbrio de forças no Congresso durante os dois últimos anos do mandato de Trump.
Democratas dos EUA criticam plano de Trump de conceder visto a Flávio
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