A música ocupou espaço especial noTeatro Nacional Claudio Santoro , nessa segunda-feira (21/9), como um instrumento para uma reflexão sobre convivência, humanidade e paz. Sob a regência domaestro Claudio Cohen , aOrquestra Sinfônica do Teatro Nacional apresentou oConcerto da Paz , na Sala Martins Pena, com participação deMaria Paula Fidalgo , embaixadora da paz. Leia também Minas Gerais CineBH terá filmes na praça, “Central do Brasil” ao vivo e estreia mineira São Paulo Alceu Valença, musical sobre Alcione e Festival Sesc: o fim de semana em SP Entretenimento Orquestra Filarmônica homenageia Michael Jackson com show gratuito no DF A programação reuniu obras de diferentes épocas e linguagens, passando por Claudio Santoro, Gustav Mahler, John Williams, Violeta Parra, John Lennon e Ludwig van Beethoven. Também participaram da apresentação o Tutti Choir e os solistas Gabriela Ramos, Andréia Maulaz, Rafael Ribeiro e Gutemberg Amaral. Mais do que reunir composições associadas à ideia de paz, a noite foi construída como uma sequência de reflexões. Entre uma obra e outra, Maria Paula e Claudio Cohen contextualizaram o repertório e relacionaram a música a temas como memória, coragem, solidariedade e responsabilidade coletiva. “Paz nas pequenas escolhas” Em um dos momentos mais marcantes da noite, Maria Paula levou a discussão para situações cotidianas. Em vez de tratar a paz apenas como a ausência de guerras ou como simplesmente uma responsabilidade de governos e instituições, ela falou sobre o impacto das pequenas escolhas individuais no dia a dia. “A paz não é apenas o silêncio das armas,é uma prática diária de respeito, de cuidado, que começa dentro de cada um de nós”, afirmou a embaixadora. Ao longo do discurso, a atriz e apresentadora citou situações no trânsito, nas famílias, no ambiente de trabalho e nas redes sociais para defender que atitudes de respeito e escuta fazem parte da construção de uma cultura de paz. Ela também abordou as divergências no campo político, ressaltando que discordâncias não precisam transformar pessoas em inimigas . “Respeitar o outro não significa abandonar as nossas convicções, significa defender aquilo em que acreditamos sem abrir mão do principal, que é ahumanidade ”, disse. Introdução do Concerto da Paz por Maria Paula Fidalgo e o maestro Claudio Cohen Música, memória e coragem O repertório também passou por A Lista de Schindler, de John Williams. Antes da execução, a apresentação recuperou a história de Oskar Schindler, que salvou mais de mil judeus durante a Segunda Guerra Mundial. A reflexão proposta foi direcionada não apenas às vítimas, mas à capacidade individual de agir diante da violência.“Esse ato de coragem pode e deve ser uma inspiração para todos nós”, foi dito durante a apresentação. O violino ganhou papel central no trecho, apresentado como uma espécie de “voz da humanidade” em meio à memória do Holocausto. 7 imagens Fechar modal. 1 de 7 Momentos da orquestra sinfônica de Brasília Pedro Iff/Metrópoles 2 de 7 Abertura do concerto da paz; Canto de amor e paz - Claudio Santoro Pedro Iff/Metrópoles 3 de 7 A violinista Lilian Raiol é aplaudida após o concerto da música de John Williams; A lista de Schindler Pedro Iff/Metrópoles 4 de 7 O concerto segue para; Adagietto da Sinfonia No. 5 - Gustav Mahler Pedro Iff/Metrópoles 5 de 7 Finalizando o Concerto da Paz com; Ludwig van Beethoven - Ode à Alegria da Sinfonia No. 9 com Tutti Choir, Daniel Moraes (regente), Gabriela Ramos (soprano), Andréia Maulaz (mezzo-soprano), Rafael Ribeiro (tenor) e Gutemberg Amaral (baixo) Pedro Iff/Metrópoles 6 de 7 Momentos da orquestra sinfônica de Brasília Pedro Iff/Metrópoles 7 de 7 Abertura do concerto da paz; Canto de amor e paz - Claudio Santoro Pedro Iff/Metrópoles O pedido de Maria Paula Um dos momentos mais reconhecíveis da apresentação veio com a cançãoImagine, de John Lennon . A inclusão da música na trilha sonora do evento partiu de um pedido especial de Maria Paula, segundo Claudio Cohen. Antes da execução, a reflexão girou em torno da imaginação como ferramenta para projetar um futuro diferente. “Tudo que está em volta da gente antes foi uma ideia na cabeça de alguém”, afirmou Maria Paula, ao introduzir a canção. Cohen lembrou que Imagine, lançada em 1971, tornou-se mundialmente associada à paz e descreveu a composição como “a paz como um projeto utópico”. Tecnologia entrou no debate Já próximo do encerramento do evento, Maria Paula trouxe para o palco uma reflexão contemporânea:os impactos da inteligência artificial e das plataformas digitais na sociedade. Ela defendeu que os avanços tecnológicos precisam ser acompanhados pelo pensamento crítico e discernimento. “Não podemos delegar à inteligência artificial o nosso pensamento crítico”, afirmou Maria Paula. A Embaixadora da Paz também alertou para a normalização da violência em ambientes digitais e defendeu educação tecnológica capaz de preparar especialmente os jovens para lidar com essas ferramentas de forma consciente. Beethoven para encerrar A noite terminou com um dos símbolos mais conhecidos de fraternidade na música clássica: a Ode à Alegria, da Nona Sinfonia de Beethoven. Claudio Cohen lembrou que a composição foi inspirada no poema de Friedrich Schiller e destacou temas como liberdade, amizade e fraternidade presentes na obra. O maestro também recordou que a melodia se tornou hino da União Europeia e esteve ligada a momentos históricos, como as celebrações pela queda do Muro de Berlim. O encerramento reuniu a Orquestra Sinfônica, o Tutti Choir e os solistas em uma interpretação conjunta da obra. 5 imagens Fechar modal. 1 de 5 Coral Tutti Choir Soncietà Pedro Iff/Metrópoles 2 de 5 Finalizando o Concerto da Paz com Ludwig van Beethoven - Ode à Alegria da Sinfonia No. 9 com Tutti Choir, Daniel Moraes (regente), Gabriela Ramos (soprano), Andréia Maulaz (mezzo-soprano), Rafael Ribeiro (tenor) e Gutemberg Amaral (baixo) Pedro Iff/Metrópoles 3 de 5 Canto de Gutemberg Amaral (baixo) Pedro Iff/Metrópoles 4 de 5 Leitura do poema A paz perdida, por Luís Carlos Alcoforado Pedro Iff/Metrópoles 5 de 5 Finalizando o Concerto da Paz com Ludwig van Beethoven - Ode à Alegria da Sinfonia No. 9 com Tutti Choir, Daniel Moraes (regente), Gabriela Ramos (soprano), Andréia Maulaz (mezzo-soprano), Rafael Ribeiro (tenor) e Gutemberg Amaral (baixo) Pedro Iff/Metrópoles Antes da despedida, Maria Paula convidou a plateia a repetir com ela uma frase simples:“Eu declaro a paz.” O público acompanhou o gesto, encerrando uma noite em que a música serviu não apenas como espetáculo, mas como ponto de partida para pensar sobre relações humanas, escolhas cotidianas e convivência. Confira quem esteve presente no evento, pelos lentes de Pedro Iff: Fabiane Cohen, o maestro Claudio Cohen e Maria Paula Fidalgo O embaixador da Palestina, Marwan Jebril; Luís Carlos Alcodorado; o embaixador da Liga dos Estados Árabes no Brasil, Ibrahim Alzeben; e Mushriq Jaafar Emma Barcena, Ivone Lima e o embaixador do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa Taciana Crema, Carolina Crema, Marli Lima, Karina Lima, Samuel Domingues e o pequeno Theo José Maria Dariu e Márcia Nabut Pedro Pimenta da Veiga, Paloma Gastal e José Carlos Vasconcellos Juliano e Duda Portella Amorim Gabriela Rozas, Maria Paula Fidalgo e Cinira Fidalgo Fabiane Cohen, o maestro Cláudio Cohen e Betty Bettiol Lisane e Olivier Bufquin Gutemberg Amaral Ana Cristina e Gustavo Gurgulino Luís Carlos e Gabriela Alcoforado Pedro Pimenta da Veiga Fabiane Cohen com o maestro Claudio Cohen Maria Paula Fidalgo Beatriz Cançado A mezzo-soprano Andréia Maulaz e Daniel Moraes Miguel Jabour Luís Carlos Alcoforado, Gabriela Alcoforado, Fabiane Cohen e o maestro Claudio Cohen Maria Lúcia e José Rios Betty Bettiol, Fabiane Cohen e Andrea Bettiol Gabriela e Luís Carlos Alcoforado com Rafael Cohen e Janaína Lima Rafael e Gabriel Viezzi Pieralisi Ivone Lima e o embaixador do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa Clayton Camargos Beatriz Cançado, Andressa Diniz, Bianca Faria e Vitória Bettiol Ivano Bellino Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram .
Concerto pela Paz reúne música e reflexão no Teatro Nacional

