Como é o avião que virou a 'galinha dos ovos de ouro' da Embraer

Como é o avião que virou a 'galinha dos ovos de ouro' da Embraer

Uma instabilidade global no sistema de GPS afetou a operação dos aviões da linha E 2, da fabricante brasileira Embraer. O problema atingiu principalmente aeronaves da Azul, que opera esse tipo de avião em rotas pelo Brasil. Segundo a Embraer, a instabilidade não compromete a segurança dos voos.

A frota tem sistemas de navegação que permitem a operação mesmo quando há problemas no GPS. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g 1 A linha E 2 é formada por três modelos: E 175-E 2, E 190-E 2 e E 195-E 2. Eles têm diferentes capacidades de passageiros, pesos e alcances.

(Veja os detalhes na arte abaixo). O modelo foi apresentado pela primeira vez em 2017 e é fabricado em São José dos Campos, no interior de São Paulo. A família tem virado a galinha dos ovos de ouro da empresa brasileira. Segundo a revista britânica The Economist, o modelo tem ganhado destaque principalmente pela boa autonomia e pelo baixo consumo de combustível.

A revista lembra que, atualmente, as companhias aéreas precisam esperar até dez anos para receber um avião de fuselagem estreita (aqueles com apenas um corredor entre os assentos) de fabricantes como Airbus e Boeing, rivais da Embraer. A alta demanda por viagens aéreas e os problemas na cadeia de suprimentos, que persistem desde a pandemia de Covid-19, aumentaram a procura por aeronaves menores, como o E 2.

Nesse cenário, a Embraer ganha espaço porque consegue entregar o modelo em menos de dois anos. "O E 2 é uma aeronave do século XXI, que reúne muitas características que fazem esse avião ser diferenciado: projeto bem feito de massa, motores de nova geração, os mais modernos possíveis, e sistemas de navegação também muito modernos", explica ao g 1 Bruno Chieregatti, engenheiro mecânico do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT).

Segundo o especialista, a linha E 2 tem uma capacidade de passageiros um pouco menor que os aviões da Boeing e da Airbus. "Mas nem todas as rotas precisam de capacidades tão elevadas, de 180 a 200 passageiros, que um Boeing e um Airbus precisam para ser viável economicamente".

"Ter uma aeronave com capacidade entre 140 e 150 passageiros, um pouco menor, faz com que as companhias tenham flexibilidade de fazer voos diferenciados", completa. No Brasil, os aviões da família E 2 são operados por Azul e Latam. A Gol também fechou a compra de 20 aeronaves E 195-E 2.

Em outros países, os modelos estão presentes na frota ou têm intenção de compra de companhias como Avelo Airlines, dos Estados Unidos; Finnair, da Finlândia; Star Air, da Índia; Luxair, de Luxemburgo; e Airlink, da África do Sul.

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