Mensagens encontradas no celular apreendido com Allan da Silva Machado, procurador do Banco Master, revelaram à Polícia Federal (PF)os bastidores das operações envolvendo carteiras de crédito negociadas com o Banco de Brasília (BRB) . A análise faz parte da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraude em operações estimadas em R$ 12 bilhões.
Apontado pelos investigadores como gerente de Backoffice/Conciliação, Allan fazia a ligação entre as ordens da diretoria e a execução das operações.
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O iPhone 15 foi apreendido na casa do procurador em 18 de novembro de 2025, durante a primeira fase da operação. A partir das mensagens de WhatsApp, documentos e outros materiais, os investigadores reconstruíram a dinâmica das negociações.
Os registros indicam cobranças de diretores e executivos, entre eles Alberto Felix Neto e Angelo Ribeiro, além do próprio dono do Master, Daniel Vorcaro, para que as carteiras fossem montadas e enviadas com urgência.
Conversas trocadas com funcionários do BRB também mostram relatos de clientes que procuravam o banco após terem cartões bloqueados. Eles diziam desconhecer contratos ou qualquer vínculo com o Master.
Segundo a investigação, os casos levavam à recompra de carteiras que apresentavam problemas.
O aparelho também registrou o envio de bases de dados de associações fornecidas por Raimundo Borges Leal, da Terra Firme. Os arquivos tinham CPFs repetidos, cadastros duplicados e matrículas padronizadas.
Além disso, as mensagens apontam ainda pressão para acelerar a produção de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) e pedidos para a área de Tecnologia para “excluir a data” dos Termos de Consentimento.
Durante o cumprimento do mandado, Allan confirmou à PF que era gerente da área de Conciliação e de Cessão de Carteira do Master. Para os investigadores, ele atuava como elo entre as ordens da alta diretoria e a montagem das carteiras.

