Casal dividido, sigilo sobre a escolha e tentativa de virar votos: como é a disputa em cidade onde Lula e Flávio empataram

Casal dividido, sigilo sobre a escolha e tentativa de virar votos: como é a disputa em cidade onde Lula e Flávio empataram

Lula e Flávio Bolsonaro empataram no 1 º turno em Trabiju (SP) e Crixás do Tocantins (TO). Eles disputam o 2 º turno neste domingo (25). Com 1. 682 habitantes, Trabiju vive a polarização política. A vendedora Geisica Correia e seu marido apoiam candidatos diferentes, mas mantêm o respeito. Já a balanceira Aline Amorim prefere não revelar seu voto para evitar brigas. O porteiro Fabio Pinheiro tenta virar votos de eleitores pelas redes sociais. Em Trabiju, Lula e Flávio receberam 574 votos cada no 1 º turno. Em Crixás do Tocantins, cada um obteve 679 votos. Um casal que vota em candidatos diferentes, uma moradora que prefere manter o voto em segredo e um eleitor que tenta "virar votos" para o seu candidato. Em Trabiju (SP), onde Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) receberam exatamente o mesmo número de votos no primeiro turno, os moradores relatam diferentes maneiras de lidar com a disputa presidencial. Os dois candidatos receberam 574 votos cada, o equivalente a 46, 18% dos votos válidos no município, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lula e Flávio Bolsonaro disputam o 2 º turno neste domingo (25). Enquanto Geisica Correia dos Santos Jesus conta que ela e o marido apoiam candidatos diferentes, Aline Aparecida Alves Amorim prefere não revelar sua escolha nem para a família. Já Fabio Rogério Pinheiro diz que tenta convencer outras pessoas a votar em seu candidato, inclusive pelas redes sociais. (Veja mais abaixo). 📱 Siga o g 1 São Carlos e Araraquara no Instagram Com 1. 682 habitantes, segundo o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Trabiju tem 1. 649 eleitores aptos a votar, segundo dados da Justiça Eleitoral. A cidade é a menor entre os 42 municípios da área de cobertura do g 1 São Carlos e Araraquara. Casal em lados opostos A polarização política entre os moradores da cidade refletiu dentro da casa da vendedora Geisica Correia dos Santos Jesus, de 35 anos. "Pensamentos diferentes têm até mesmo no meu lar. Eu voto em um [candidato], meu esposo em outro", complementou. Apesar das divergências, Geisica disse que a situação não interfere no relacionamento do casal. "No meu caso, para mim, não muda nada, mas já presenciei vários debates do pessoal por causa de política. A cidade está bem dividida." Geisica afirmou, ainda, que ela e o esposo acompanharam o debate presidencial juntos. "A gente se respeita. [...] Algumas coisas não concordamos, mas é só isso e nada mais." Mais notícias da região: COLISÃO COM CAMINHÃO: Duas jovens feridas em grave acidente que matou estudante recebem alta no interior de SPTRAGÉDIA: Homem de 62 anos morre engasgado com pedaço de carne e farofa no interior de SPDETERMINAÇÃO: Pela 6 ª vez, estudante vai tentar realizar sonho de fazer medicina na USP: 'Serei a primeira da família''Voto escondido' A balanceira Aline Aparecida Alves Amorim, de 35 anos, contou que familiares dela já brigaram com outras pessoas por causa de diferenças políticas e frisou que prefere ser discreta e 'votar quieta'. "Meu voto a família não sabe. Política e religião não se discute", complementou. Ela acredita que não há motivo para brigar por política. "Devemos saber conversar e resolver [os pensamentos diferentes], pois temos que trabalhar do mesmo jeito." Mobilização para 'virar voto' O porteiro Fabio Rogério Pinheiro, de 46 anos, afirmou que está tentando 'virar voto' de algumas pessoas, inclusive pelas redes sociais, mas que não transforma as divergências políticas em briga. "A gente tenta trabalhar para seguirem o nosso pensamento, mas brigar não. Eu tentei convencer algumas pessoas, sim, a votar no meu candidato. As pessoas levando numa boa, sabe? Um respeitando o outro e a gente sabe o limite que a gente pode chegar pedindo voto para o nosso candidato", explicou. Segundo o porteiro, os familiares votaram no mesmo candidato que ele para presidente da República, mas que ficou impressionado com a polarização no município. "Ficamos surpresos quando foram apuradas as urnas, né? Então, para nós, moradores de Trabiju, foi uma surpresa Flávio e Lula terem empatado, 574 votos cada um", contou. Duas cidades registraram empate no 1 º turno Em 2 cidades, Flávio Bolsonaro e Lula tiveram o exato mesmo número de votos para presidente no 1 º turno: Trabiju (SP) e Crixás do Tocantins (TO). O presidente, que tenta a reeleição, e o senador disputarão o 2 º turno da eleição presidencial no dia 25 de outubro. Em Crixás do Tocantins (TO), Flávio Bolsonaro e Lula receberam 679 votos cada entre os 1. 422 eleitores que compareceram nas urnas no domingo (4), o que representa 47, 75% dos votos válidos. Foram 37 votos nulos e sete em branco. Outros 361 eleitores se abstiveram, ou seja, não foram votar. Ronaldo Caiado (PSD) recebeu 32 votos no município; Augusto Cury (Avante), 23 votos; Renan Santos (Missão), 8 votos; e Samara Martins (UP), 1 voto. Já em Trabiju, Flávio e Lula receberam 574 votos, cada um, entre os 1. 243 votantes locais nesta eleição, o que significa 46, 18% dos votos válidos. Foram 35 votos nulos e 27 em branco. Outros 344 eleitores não compareceram às urnas. Na cidade, Cury recebeu 39 votos; Renan, 31 votos; Caiado, 21 votos; Samara, Romeu Zema (Novo), Edmilson Costa (PCB) e Wilson Grassi (Democrata), 1 voto cada. Veja como foi o 1 º turno em Trabiju: REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g 1 São Carlos e Araraquara

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